Mensagens para as Famílias

Acompanhe as mensagens. Publicações toda quarta-feira!


20/09/2017

O valor das brincadeiras

A criança tem o direito de brincar; ela precisa brincar, e muito. Faz parte de seu desenvolvimento transformar a imaginação em “realidade”. Assim ela abre-se às várias dimensões da vida, que lhe permitirão crescer gradativamente. As brincadeiras também estimulam a criatividade, fazendo com que as crianças as desenvolvam. Não são necessários brinquedos caros e/ou sofisticados. O importante é que as crianças tenham ambiente para brincar. Que tristeza quando os pais, para não ter que brincar com as crianças, as colocam diante da televisão ou do computador! E mais: os pais devem sacrificar-se, dentro do possível, para brincar com seus filhos. Peço atenção aqui: os pais devem brincar com seus filhos, e não querer que os filhos brinquem brincadeiras que eles, pais, escolherem. Brincadeira é coisa séria, muito séria!

—————————————————

13/09/2017

Criar ou educar os filhos?

Ambos. Cabe aos pais criar os seus filhos, isto, dar condições para que eles se desenvolvam e cresçam. Mas aos mesmos pais cabe educá-los para que vivam a vida o máximo possível. O problema acompanha a humanidade: pais que fazem de tudo para criar os seus filhos, dando-lhes alimento, roupa, educação, lazer, entre outros, mas não os educam. Por exemplo, não sabem ou não querer colocar limites ou, no outro extremo, não dão liberdade para que eles aprendam a tomar decisões por si próprios. É missão dos pais criar os seus filhos, mas é também missão deles, em conjunto com a escola, a Igreja e a sociedade, educá-los para a cidadania e a fé.

—————————————————

06/09/2017

Perdão e Paz

Quem perdoa é sábio; quem não perdoa é ignorante, já que não conhece o poder de perdoar e ser perdoado. Antes de ser uma recomendação de Deus, o perdão é uma necessidade. E é por isso que Ele pede que nós perdoemos sempre. Quem não perdoa carrega consigo um peso desnecessário; quem perdoa sente-se leve e bem. Que vantagem há para um casal não se perdoar? Se o perdão só tem vantagens, por que não o concedem um ao outro? Quase sempre por orgulho! E assim perdem os dois, e perde toda a família. Vale a pena “dar o braço a torcer”, jogar o orgulho fora e perdoar. Quem perdoa é mais feliz!

—————————————————

30/08/2017

Testemunho de participação

A melhor de todas as catequeses são dá pelo exemplo. O testemunho de vida é insubstituível. Mais do que mil palavras sobre o valor e a importância da Missa é os próprios pais irem à Igreja. Para os filhos, especialmente para as crianças, essa participação marcará suas vidas e será sempre uma lembrança de que seus pais tinham em Deus a segurança de suas vidas. Ver os pais que rezam leva as crianças a valorizar o que os pais valorizam. Anos depois, elas ainda terão consigo o que viram e testemunharam. Pais que rezam semeiam nos filhos o amor a Deus e ao próximo.

—————————————————

23/08/2017

Pais, os primeiros catequistas

Toda catequese começa em casa, com ou sem a participação da família. Quando a família participa, os filhos aprendem que é Deus e a importância que Ele tem na vida das pessoas. Quando a família não participa, a omissão cobra o seu preço, deixando os filhos sem o referencial mais importante da vida. É em casa que toda catequese começa, e nela pai e mão são catequistas, os primeiros e mais importantes. A catequese, oferecida mais tarde pela comunidade, não conseguirá repor o que os pais deixaram de oferecer aos filhos em casa!

—————————————————

16/08/2017

“Brigas” longe das crianças

É inevitável que, de vez em quando, o casal converse de forma mais áspera, até para desabafar e recomeçar. As crianças, contudo, não têm por que ver e ouvir os pais discutindo. Não se trata de fingimento, e sim de precaução. Não entendendo o porquê dos pais brigarem, as crianças ficaram confusas, pois ambos são importantes para elas. A perplexidade que toma conta delas as deixa inseguras e amedrontadas. É claro que nem sempre é possível evitar discussões na frente dos filhos, mas quando o é, deve-se evitá-las.

—————————————————

09/08/2017

Educar os olhos

Cada um vê o que quer, diz um ditado popular. De fato, se o casal não educa o olhar poderá usá-lo, por exemplo, apenas para ver o que há de defeitos no outro. Quando se partilha o mesmo espaço físico e emocional é essencial, contudo, aprender a enxergar o bem presente no parceiro, até aqueles que passam desapercebidos pela rotina do dia a dia. Se não se faz isso, o relacionamento torna-se pesado, e até mesmo insuportável. Aprender a direcionar o olhar para o que há de positivo no outro, mesmo sabendo que ele não é perfeito, aproxima o casal e o faz caminhar juntos até nos momentos mais desafiadores.

—————————————————

02/08/2017

Casal e diálogo

O diálogo pressupõe disponibilidade para falar e atenção para ouvir. Muitos casais confundem diálogo e discussão. Na discussão não há abertura para o outro; o que se pretende é provar que se está certo e o outro errado. No diálogo, nenhum dos dois quer vencer sozinho; ambos querem vencer, e juntos. Ao escutar, é necessário esvaziar-se para receber o que o outro tem a partilhar, e ao falar é imprescindível ser objetivo e claro, para se fazer entender. A discussão não leva a nada, quando não piora a situação. Já o diálogo leva à parceria e à corresponsabilidade.

—————————————————

26/07/2017

A riqueza das diferenças

O Imaginemos um mundo, ou apenas uma família, em que todos fossem iguais, tivessem os mesmos gostos, fizessem as mesmas escolhas. Seria um mundo, ou uma família extremamente rotineira e chata. As diferenças nos distinguem e personalizam, nos fazem ser quem somos. Como é maravilhoso amar o outro do jeito que ele é, vendo as diferenças como complementação e não como divisão. Se fossemos iguais, seriamos seres robotizados. Mas não somos. Por isso caiu em desuso aquela costumeira desculpa de que “temos que nos separar por incompatibilidade de gênios”. Hoje a psicologia do relacionamento sabe que quanto mais diferente um casa é, e se aceita nas diferenças, tanto mais é realizado e feliz. Porém, se cada um exige que o outro seja do jeito que ele/ela quer, aí não há milagre que salva o casamento. Por isso, aprender a acolher o outro sem descrimina-lo é uma conquista do dia a dia, é um exercício de sair de si para entender como ele é, e não como eu gostaria que ele fosse. Viva a diferença e o diferente!

—————————————————

19/07/2017

Acolher o outro como ele é

Quem viver como se fosse ou estivesse no centro do mundo exige que as demais pessoas, inclusive as da família, sejam iguais a ela. Não admite nem a diferença, nem o diferente. Vê e entende o mundo e a vida somente a partir do próprio olhar e das próprias concepções e convicções. Quem assim se comporta, faz da sua vida, e das pessoas que estão ao seu redor, um inferno. Não é feliz e impede que os outros o sejam. O único remédio para esse mal é aprender, mesmo se com esforço e/ou ajuda profissional, a acolher o outro como ele é, inclusive com as suas fraquezas. Ninguém de nós pode impor, a quem quer que seja, um estilo de vida simplesmente porque é o seu. Acolher a diferença e o diferente exige paciência, compreensão, perdão, amor. Não como nós somos, tanto mais nos distanciamos dele. E à medida que a distância aumenta, corremos o risco de cair na solidão e na depressão. Quem é inteligente e sábio, muda a si antes de exigir que os outros mudem.

—————————————————

12/07/2017

Tempo de qualidade

O É impressionante o quanto a vida acelerou. Para a maioria falta tempo. É tudo veloz, rápido, apressado. Essa característica da atualidade atinge a maioria da pessoas; poucas são as que têm tempo para curtir a casa, a família, a natureza. Junto com a pressa veio um mal do qual é difícil se livrar: ter tempo para as pessoas, especialmente as de casa. Se não podemos diminuir o ritmo, devemos aproveitar o tempo disponível utilizando-o muito bem. Um exemplo: se tem um tempo para ficar com a família, que essa hora seja dedicada exclusivamente à família. Como um pai ou uma mãe podem dar atenção aos filhos e, ao mesmo tempo, assistir um programa de tv? Chama de tempo com qualidade aquele tempo dedicado integralmente, sem nada para atrapalhar, sem nenhuma outra atividade que exija atenção alterada. Há quem diga que tem tempo para a família, quando na verdade está apenas de corpo presente em casa. É melhor ter menos tempo e de qualidade, do que muito tempo sem qualidade!

—————————————————

05/07/2017

Pais e filhos

É triste, mas é verdade: há pais que se queixam dos filhos, mas esquecem que, enquanto era tempo, não foram pais de verdade. Há muitos anos o Padre Zezinho (SCJ) escreveu: “Se hoje temos muitos jovens vazios é porque no passado houve poucos pais transbordando.” É claro que os pais não são responsáveis por todas as decisões que os filhos tomam, mas também é verdade que muitos filhos hoje poderiam ser melhores se no passado tivessem sido de fato amados por seus pais. Os pais que amam e demonstram esse amor aos filhos estão deixando a eles uma herança incalculável.

—————————————————

28/06/2017

Ensinar pelo diálogo

Diz a Pastoral da Criança – leia sobre a Pastoral da Criança aqui – que “quem bate para ensinar, ensina a bater”. É verdade! A violência machuca e destrói, mas não educa. Pais que batem um no outro, e/ou nos filhos, estão fazendo da casa um inferno. E não só nos momentos de briga, mas para sempre, já que plantam nos corações e na mente da família o desamor, o ódio, a vingança. Bater é covardia, é crime, não importa o motivo. Quem bate ensina que ser carrasco não é nada de mais. Pois que amam e se amam optam sempre pelo diálogo, por mais difícil que ele seja. 

—————————————————

21/06/2017

Crise na família

É comum ouvirmos que a família está em crise. Repete-se isso há muito tempo. E é verdade: crises não faltam onde existem pessoas com suas limitações e pecados. Contudo, a família como instituição e como espaço de convivência está firme como nunca. Hoje, com a ampliação dos meios de comunicação, ficamos sabendo mais sobre os problemas familiares, o que não significa que a família está acabando. O que ela está é se transformando, adaptando-se aos novos tempos. Essa atualização não é fácil, mas é necessária. Eu continuo acreditando na família!

—————————————————

14/06/2017

Casal: libertaremos um ao outro, sempre

O casamento não é não é uma prisão, e ser casado não é o mesmo que ser escravo. Quem casa não se torna propriedade de seu parceiro. É verdade que o compromisso exige renúncias, o que não significa que marido e mulher devam pensar igual, agir igual e estar sempre juntos nos mesmos lugares. Nós temos atividades em comum, e temos atividades que não exigem a presença dos dois. Podemos e devemos ter amigos em comum, mas podemos e devemos ter amigos só de um ou só de outro. Quem ama, liberta o outro, não o aprisiona às suas preferências ou costumes. Isso não anula nem diminui a fidelidade. A diversidade gera comunhão; a uniformidade sufoca e mata.

—————————————————

07/06/2017

Casal: acariciaremos um ao outro, sempre

O amor se expressa pelo olhar, pelas palavras, pelos gestos, pelo silêncio, pelo toque, pelo sorriso, pela presença, pelo ato sexual e de muitos outros modos. São formas pelas quais nos acariciamos, demonstrando o quanto amamos um ao outro. Nós somos seres sexuados por inteiro. Por isso o amor se mostra de múltiplas formas, e não somente pela relação genital. Há casais que ainda não aprenderam a diferença entre ser carinhoso e “fazer sexo”. O amor se alimenta e necessita de muito carinho. Quanto mais carícia, melhor. Ela renova a parceria e fortifica o compromisso. O ato sexual é um dos componentes de nossa vida amorosa, mas não o único. Para nós o amor passa pela sexualidade, mas vai muito além dela.

—————————————————

31/05/2017

Casal: escutaremos um outro, sempre

Muitos desentendimentos podem ser evitados quando se está disposto a ouvir o outro de fato. A maioria dos diálogos entre casais são diálogos em que nenhum dos dois está disposto a entender o que o outro tem a dizer. Os dois falam, nenhum dos dois escutam. Quando um se dispõe a escutar, nasce a possibilidade do entendimento. Para o casal que não está acostumado a dialogar com proveito, é interessante exercitar a arte de escutar. Combinem um tempo alternado de fala e escuta, fazendo o esforço para escutar com todo o ser, sem tentar adivinhar o que o outro está dizendo. Assim o diálogo acontecerá de forma natural, aprofundando o relacionamento.

—————————————————

24/05/2017

Casal: corrigiremos um ao outro, sempre

Porque nos amamos, queremos o bem um do outro; se necessário, nos sacrificamos um pelo outro visando a alegria comum. Vamos até ao ponto de nos corrigirmos sem nos sentirmos ofendidos. Quando se corrige o outro, deve-se corrigi-lo porque se quer que ele se realize, que tenha vida de qualidade. Nesse caso, tanto quem corrige como quem é corrigido somam forças e se entreajudam, conscientes de que o objetivo buscado a dois é mais fácil de ser alcançado. Quando falta o amor, a correção se torna humilhação, revide, vingança. Se for para magoar o outro, é melhor não corrigir e esperar até que se tenha certeza de que é o amor que move à correção, e não o desamor.

—————————————————

17/05/2017

Casal: perdoaremos um ao outro, sempre

O amor é perfeito em Deus, mas não em nós. Somos humanos e, portanto, limitados. Por mais que nos esforcemos, acabamos por nos ofender mutuamente. Até sem querer nos ferimos… O perdão, então, resgata o amor e o renova. Perdoar é reconhecer que somos imperfeitos; é conceder ao outro o direito de nem sempre acertar. É abrir o coração e a mente à compreensão, aceitando as falhas e os erros como pertencentes ao nosso ser danificado pelo pecado. O perdão é o remédio que cura os tantos desentendimentos aos quais todos os casais, sem exceção, estão sujeitos. Se podemos nos perdoar e recomeçar, por que envenenar a relação com o não-perdão?

—————————————————

10/05/2017

Casal: amaremos um ao outro, sempre

O amor sustenta a vida. Quem não ama, se esvazia. Nós, homem e mulher, esposo e esposa, colocamos o amor como fundamento da nossa convivência. Esse amor passa pela paixão e se realiza no compromisso. Vai além dos sentimentos, dos desejos, do que os olhos veem. O nosso amor supera os nossos defeitos, as nossas manias, os nossos hábitos. Ele é maior do que o desgaste dos nossos corpos e da nossa memória. Somos uma só carne: o amor nos une de tal forma que, mesmo se pudéssemos nos separar, não o faríamos, porque o amor nos faz fiéis um ao outro até o derradeiro segundo de nossa vida. Tudo na vida do casal é suportável, inclusive as crises, mas nada se resolve sem a presença do amor.