Mensagens para as Famílias

Acompanhe as mensagens. Publicações toda quarta-feira!


02/05/2018

A família e o trabalho

Estamos refletindo a exortação apostólica pós-sinodal do Papa Francisco, intitulada “A alegria do amor”, sobre a família.

Toda família se sustenta do trabalho (n.23), que não é um castigo de Deus, e sim uma participação em sua obra criadora. Além de possibilitar que tenhamos o pão de cada dia, o trabalho nos faz sentir bem e realizados. Por isso a falta de trabalho e o desemprego trazem tantas aflições, inclusive psicológicas.

O trabalho é parte integrante da vida familiar (n.24). Desde a criança, que trabalha brincando, até o idoso que, mesmo estando inativo, repassa a sua experiência, somos todos trabalhadores. Uma família sem trabalho, seja ele qual for, desde que honesto, é uma família vazia, que cruza os braços diante do esforço, e também do benefício, que só o trabalho pode proporcionar.

As políticas públicas tornam-se ineficientes se não agem em favor do trabalho, não apenas como caminho para uma vida digna, mas também como participação na construção de uma sociedade justa e fraterna.

O Papa Francisco ainda lembra (n.26) que o trabalho deve levar a um mundo melhor, e não se tornar instrumento de exploração, de injustiça, de destruição do meio ambiente.

É interessante que, logo no início da exortação, ressalte a questão do trabalho como uma necessidade para todas as famílias, ricas ou pobres. Ele, inspirado na Sagrada Escritura, afirma que todas as famílias têm direito ao trabalho, e que dele precisam para encontrarem realização, além de sustento.

Até a próxima semana. Abraço fraterno!

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25/04/2018

As famílias na Bíblia

Continuemos a nossa reflexão.

Números 19 e 20: A vida da família, como toda a existência humana, está marcada pela dor e pelo sofrimento. Isso pelo fato de que, além de sermos limitados por sermos criaturas, também pecamos, dizendo “não” a Deus. Toda família é limitada, e precisa aprender a conviver com essas limitações, aprendendo a amar e perdoar. Esses sofrimentos atravessam “muitas páginas da Bíblia” (n.20), mostrando que nessa vida não existem nem a família perfeita, nem a família isenta de dificuldades e dores.

Número 21: O próprio Jesus nasceu numa família pobre, que como tantas outras famílias do seu tempo, teve que trabalhar para se sustentar, e fugir para não ser liquidado por adversários sanguinolentos. Jesus, em sua ação, demonstra grande compaixão pelas famílias.

Número 22: A Sagrada Escritura não só mostra os caminhos pelos quais as famílias são chamadas a andar, mas apresenta a história de muitas famílias com suas alegrias e tristezas. E revela que Deus está sempre ao lado e junto delas, agindo com misericórdia e amor.

 

Deus a/o abençoe. Abraço fraterno!

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28/03/2018

Pais e Filhos

Hoje o Papa Francisco, pela exortação apostólica A alegria do amor, nos chama a refletir sobre os filhos numa perspectiva bíblica.

Número 14: Quem são os filhos? São as “pedras vivas” da família, diz o Papa. Partindo do Antigo Testamento, ele os apresenta como “paredes” de uma casa, cujo fundamento são os pais. “A presença dos filhos é um sinal de plenitude da família na continuidade da mesma história de salvação, de geração em geração”.

Número 15: Agora olhando para o Novo Testamento, o Papa recorda que, nos inícios da Igreja, os primeiros cristãos se reuniam nas casas. Eram casas que acolhiam Deus, e também uma diversidade de cristãos de diferentes idades. A casa da família era a “Igreja Doméstica”.

Número 16: Era em casa que os filhos eram catequizados. Aprendiam olhando e vendo o que seus pais faziam e ensinavam. “A família é o lugar onde os pais se tornam os primeiros mestres da fé para seus filhos. É uma tarefa ‘artesanal’, pessoa a pessoa”. Toda a catequese era, ao mesmo tempo, familiar e bíblica. Os filhos ouviam de seus pais a história, repleta de fatos e parábolas, do Antigo Testamento, bem como o cumprimento das promessas de Deus, no auge dos tempos, no Filho feito homem.

Número 17: Como os sábios da Bíblia, “os pais têm o dever de cumprir, com serenidade, a sua missão educativa”. São eles a memória da história da salvação, partilhada com os filhos em rituais e com a vivência do dia a dia.

Número 18: Embora sejam pais e mães de seus filhos, estes na verdade pertencem a Deus, bem como os seus pais, como a família toda. Jesus, ao optar por anunciar o Reino, presente Nele, não abandona a sua família; Ele a transcende, pois sua missão vai além da sua família terrena. Assim, afirma o Papa, os pais não podem “prender” os filhos a eles, mas não deixá-los livres, e incentivá-los, para que estejam plena e generosamente abertos a Deus.

Concluindo: Os filhos são dons de Deus para as famílias, e delas têm o direito de receber uma catequese inicial. Contudo, estando na família, os filhos pertencem a Deus, sem deixar de o serem de seus pais. Estes O “revelam” aos filhos, para que Dele eles recebam em profundidade aquilo que seus pais começaram a plantar em seus corações.

Até a próxima semana. Abraço fraterno!

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16/03/2018

Amor humano e divino

Número 8: O Papa Francisco lembra que a Sagrada Escritura conta a história de muitas famílias, algumas marcadas pela tristeza, outras pela alegria.

Número 9: As famílias serenas, onde reina a alegria, pai, mãe e filhos convivem em harmonia entre si e com Deus.

Número 10: Essa alegria tem seu fundamento nos dois primeiros capítulos do livro do Gênesis, onde encontra-se a verdade revelada que Deus deu origem ao homem e à mulher a partir de si, fazendo-os à sua “imagem e semelhança”. Afirma o Papa que isso não significa que Deus seja homem ou mulher, ou que tenha uma esposa, e sim que ambos, homem e mulher, foram criados à sua imagem no amor: “Preserva-se a transcêndia de Deus, mas, uma vez que é ao mesmo tempo o Criador, a fecundidade do casal humano é imagem viva e eficaz, sinal visível do ato do criador” .

Número 11: A família, ao assumir a sua missão de ser fonte de vida e de amor, torna-se um espelho para que nela vejamos a Deus. “O Deus Trindade é comunhão de amor; é a família, o seu reflexo vivente”. Há tanta profundidade no amor em família que o apóstolo Paulo faz a relação/ligação do amor entre o casal com o amor de Cristo pela Igreja (cf. Ef 5,21-33). Olhando para a família/casal, olhamos para Cristo/Igreja, e vice-versa. Isso tudo nos ajuda a entender o valor da família para nós e para Deus.

Número 12: Ao falar de Jesus e da família, o Papa Francisco insiste que, ao dar vida ao homem e à mulher, Deus os livra da solidão, fazendo-os um para o outro, e ambos para Deus. O homem, ao olhar para a mulher, vê a imagem/presença de Deus, o mesmo acontecendo com a mulher para com o homem. A família, é portanto, um projeto de Deus, e não uma “união” que se da por acaso ou pela simples força da natureza.

Número 13: A união entre homem e mulher, assumida como família, faz com que todo relacionamento entre eles, inclusive o sexual, seja “uma doação voluntária do amor”. Sem o amor, o casal não se faz “uma só carne”, mas cada um busca única e exclusivamente a si mesmo, mesmo quando procura o outro. “O fruto desta união (a partir do amor) é ‘torna-se uma só carne’, quer no abraço físico, quer na união dos corações e das vidas e, por ventura, no filho que nascerá dos dois e em si mesmo, há de livrar as duas ‘carnes’, unindo-as genética e espiritualmente.

Até a próxima. Abraço fraterno!

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15/03/2018

O Papa apresenta a exortação

Prossigamos com o nosso estudo da exortação apostólica pós-sinal do Papa Francisco, “Alegria do amor”.

Número 2: A ponta três reflexões possibilitadas pelo Sínodo: (a) analisar a situação das famílias no mundo atual, (b) alargar a perspectiva sobre a família e, (c) reavivar a consciência sobre a importância do matrimonio e da família. O documento, em sua estrutura, seguirá em linhas gerais o ver/julgar/agir; da realidade se chegará à reflexão à ação. Aprofundará “algumas questões doutrinais, morais, espirituais e pastorais”. Pede que se tenha prudência ao tirar conclusões dos debates e das reflexões que se originarem do documento.

Número 3: O documento, que tem como destinatário a Igreja universal, deve levar a que se busquem “soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais”, sem perder a “unidade da doutrina e da prática” eclesial. Dirigido a todos, o documento deve ser acolhido e aplicado por cada diocese, sem perder o vínculo com a Igreja toda.

Número 4: O Papa agrade ao Sínodo pela reflexão feita e pelas propostas apresentadas. Afirma que elas serão a base da sua reflexão, e espera que o documento ofereça “coragem”, estímulo e ajuda às famílias na sua doação e nas suas dificuldades.

Número 5: Tendo sido escrito no Ano Jubilar da Misericórdia, o Papa lembra que o documento (a) estimulará as famílias a viver o amor e, (b), e encorajará a todos para que sejam sinais de misericórdia.

Número 6: O Papa apresenta a estrutura do documento: (a) Abertura inspirada na Sagrada Escritura; (b) Consideração da situação atual das famílias; (c) Recordação da doutrina da Igreja a respeito do matrimônio e da família; (d) Apresentação de caminhos que levem à construção de famílias sólidas e fecundas; (e) Reflexão sobre situações especiais e, (f) Orientações para uma espiritualidade familiar.

Número 7: Sendo um documento extenso (325 números/parágrafos, 187 páginas), o Papa sugere que não seja lido de uma vez, aos poucos, e segundo o interesse e/ou a necessidade de cada leitor. E conclui: “Espero que cada um, através da leitura, sinta-se chamado a cuidar com amor da vida das famílias, porque elas não são um problema, são sobretudo uma oportunidade”.

Em síntese, o Papa Francisco mostra-se otimista com o presente e o futuro das famílias, mas sem “tirar os pés do chão” (n. 6). Diz o que pretende com o documento, e pede que cada Igreja Particular o assuma dentro e de acordo com a sua realidade, sem fugir da doutrina e da prática da Igreja universal.

Até a próxima. Abraço fraterno!

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A alegria do amor

Tenho a alegria de convidar você para que estudemos juntos a exortação apostólica pós-sinodal do Papa Francisco, intitulada A ALEGRIA DO AMOR. Vamos olhar número por número, e buscar entender que mensagem o Sínodo e o Papa têm para as famílias de hoje. Assim “traduziremos” o documento em reflexões acessíveis, tocando em todas as questões que são importantes para as famílias. Será um estudo longo que exigirá perseverança, mas que com toda certeza trará muitos benefícios a todos nós. O documento tem 325 números (parágrafos), em 187 páginas.

Número 1: “Apesar dos numerosos sinais de crise no matrimônio”, diz o Papa, não temos porque perder a esperança. Se tiramos o Cristo, aí sim temos razões para ter medo. Mas se, ao contrário, acolhermos o Cristo em nossas vidas e em nossas casas, as dificuldades serão superadas, já que Deus é sempre amor e misericórdia. Nesse sentido, a Igreja tem uma boa notícia a dar às famílias: em Jesus Cristo, Deus está com as famílias e, pelo Espírito Santo, as ilumina para que descubram a possibilidade de realização, mesmo e apesar das limitações e dos pecados que estão em nós.

É a partir dessa perspectiva – a dos “olhos” de Deus – que nós vamos acompanhar o Papa em sua reflexão.

Até a próxima. Abraço fraterno!

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28/02/2018

Por Maria a Jesus

Quando rezamos o rosário temos Maria, a Mãe de Jesus, como companheira de oração. Ela intercede conosco e por nós ao seu Filho. Enquanto repetimos as Ave-Marias vamos pensando em Jesus; melhor ainda se nos deixarmos guiar pelos mistérios de Cristo em cada dezena rezada. O rosário é uma oração extraordinária sempre que com Maria procuramos Jesus. É adoração, louvor, agradecimento e súplica numa mesma oração. Melhor ainda se o rosário, ou parte dele, o terço, for rezado em família. Se não for um terço todo, ao menos um Pai-Nosso e uma Ave-Maria. Fico imaginando o bem que faria às famílias se, sem pressa e no horário que fosse possível, as famílias rezassem juntas apenas um Pai-Nosso e uma Ave-Maria…

NOVIDADE: a partir da próxima semana vamos estudar junto a exortação apostólica pós-sinodal A ALEGRIA DO AMOR, do Papa Francisco, sobre o amor na família. Combinado?

Até a próxima semana. Abraço fraterno!

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21/02/2018

A maior de todas as orações

Quem rezou a oração perfeita foi Cristo ao oferecer-se ao Pai, no Espírito Santo: no Calvário, Ele consumou a máxima entrega, a de Si mesmo. Só Ele poderia ter feito essa oração que libertou a humanidade da maldade e do pecado e da destruição da morte. O Filho, amparado pelo Espírito, fez-se a oração mais sublime e autêntica ao Pai. E o fez unicamente por amor!

A entrega redentora de Jesus é atualizada cada vez que rezamos a Missa. Nela colhemos os frutos conquistados por Jesus, e é o próprio Jesus, na pessoa do sacerdote, que nos alimenta com o seu Corpo e Sangue. Ele fez uma única entrega – um único sacrifício – de alcance universal e eterno. Nós nos beneficiamos desse sacrifício cada vez que participamos da Missa. Nenhuma outra oração, por mais bonita ou emocionante que seja, é tão proveitosa para nós quanto ela. Por que somos batizados, nós todos celebramos a Missa, mas quem a preside é sempre e obrigatoriamente o sacerdote – bispo ou padre – pois só ele recebeu Cristo o sacerdócio no terceiro e no segundo grau, respectivamente, pelo sacramento da Ordem. Também nos demais sacramentos é Cristo que age, participando do nosso nascimento à nossa morte com as suas graças.

Até a próxima semana. Que Deus a/o abençoe!

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14/02/2018

O Espírito Santo e a oração

Jesus O enviou de junto do Pai para que seja Aquele que nos conduz a Ele; Ele, por sua vez, nos apresenta ao Pai. O Espírito Santo, quando nós permitimos, reza conosco indicando-nos como e o que rezar. Ele é nosso advogado – aquele que assume as nossas causas -, é o nosso consolador, é nosso guia, é nossa força. Ele recorda e aprofunda o que Jesus revelou e mais ainda, nos auxilia a viver na intimidade da Trindade. Só com as nossas forças seríamos fracos na oração, mas com Ele chegamos à comunhão com Deus. O Espírito, contudo, não faz o que nós devemos fazer. De nada adiantaria dizer a Ele: “Reze por mim porque eu não tenho tempo para rezar”. A oração é um ato humano; o Espírito vem em nosso socorro, e reze conosco. Mas a iniciativa é sempre nossa: Deus não nos obriga a nada, nem mesmo a rezar.

Até a próxima semana. Que Deus a/o abençoe!

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07/02/2018

Onde e a quem rezar

Onde rezar? Em todo e qualquer lugar. Todo o Universo é casa de Deus; não há lugar onde se deve rezar. Certos lugares, contudo, são destinados prioritariamente à oração e à reflexão: igrejas, capelas, grutas, entre outros. Esses lugares são preparados para que haja um clima de oração que favoreça a abertura do coração a Deus. Não que Deus esteja mais ali do que em outros lugares, mas o ambiente ajuda quem reza a buscar a Deus com menos dificuldade e mais facilidades. A quem rezamos? Todas as nossas orações são dirigidas ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo. Podemos rezar diretamente ao Pai, ou ao Filho, ou ao Espírito Santo: sempre, porém, nossa oração terá como destino o Pai. As orações que fazemos, da Missa à breve prece espontânea, têm necessariamente uma dimensão trinitária.

Até a próxima semana. Que Deus a/o abençoe!

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31/01/2018

Quando rezar?

 

Temos horários programados para a oração, especialmente para a comunitária. Vamos à Missa em tal dia e horário, participamos da adoração ao Santíssimo Sacramento em tal dia do mês (toda primeira sexta, por exemplo). As orações com horários marcados são necessárias; elas dão o ritmo à oração e, quando feitas pela comunidade, nos levam a rezar em comunhão com nossos irmãos e irmãs na fé. A melhorar oração é a oração em comunidade, sempre orientada e guiada pelo Espírito Santo, o que em nada desvaloriza a oração pessoal. O próprio Jesus, falando à samaritana diz que todo lugar é lugar de oração, inclusive aquela feita na intimidade do coração.

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24/01/2018

A importância da oração

Deus nos ama, e por isso quer que estejamos sempre em comunhão com Ele. Ele quer o nosso bem, a nossa realização. A oração é estar com Ele, é conviver com Ele. Não é Ele que precisa de nossa oração; somos nós que precisamos Dele. Ele é completo; nada falta para que Ele seja quem é. Ao pedir que rezemos sempre, Ele visa o nosso bem. Rezar é permitir que Deus nos beneficie com suas graças.

Deus abençoe você e sua família!

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11/01/2018

O que é a oração

O termo oração procede da língua latina e significa discurso, linguagem, estilo, eloquência, prosa, prece. No sentido religioso, significa comunicação, interação, diálogo. Rezar é comunicar-se com Deus, é interagir com Ele, é falar e escutar.

Oração não é discurso, não é sermão, não é tentativa de convencer a Deus de algo, não é falar para impressionar, não é repetir palavras por costume ou medo. Deus nos conhece por inteiro e profundamente.

Na oração pessoal e/ou familiar, somos convidados a nos entregar a Deus, consciente de Ele nos esperar com amor, e quer ouvir-nos.

Na próxima semana, refletiremos sobre o porquê da oração.

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10/01/2018

A família e a oração

Família, nosso grande tesouro! Sem ela a sociedade perde o seu pilar e desmorona. Não buscamos famílias perfeitas, porque sabemos que elas não existem; buscamos famílias melhores, que não se acomodem, e acreditem que é possível perseverar no bem. Convido você para neste inicio de ano refletirmos juntos sobre a oração. Ela tem o poder extraordinário para nos abrir a Deus: a nós, individualmente, e a nós, família. Vamos descobrir junto o quanto a oração pode transformar a família para melhor. Abençoado e feliz 2018!

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27/12/2017

Ouvir, como Maria

Neste tempo de alegria e paz, entre o Natal e o Ano Novo, somos convidados a olhar para Maria e admirar a sua incrível capacidade de ouvir. Ela ouvia, e depois falava. Ah, se fizemos o mesmo, quantos problemas evitaríamos! Não temos tempo, e às vezes nem interesse, de ouvir de fato, de saber o que o outro tem a dizer. Começamos a ouvir, interrompemos o que está sendo dito e já apresentamos a nossa opinião. Não temos a paciência de Maria para escutar. Quem fala, não raro, quer apenas falar, cabendo a nós ouvir de todo o coração. E quando se quer o nosso parecer, como dá-lo enquanto não ouvimos por inteiro o que o outro tem a dizer! Maria, ensinai-nos a arte de ouvir!

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20/12/2017

Natal e família

A celebração do aniversário do menino Jesus nos faz olhar para sua família: José e Maria. Os três formam a Sagrada Família de Nazaré. Ao olhar para ela, olhamos, como num espelho, para as nossas famílias e desejamos que, o exemplo dela, sejamos unidos entre nós e com Deus. À sua família, a cada um de casa, desejo um Natal abençoado, com muitas graças! Que não falte em sua casa a paz, o perdão, a comunhão e a confraternização! FELIZ E SANTO NATAL!

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12/12/2017

Amor incondicional

Sabemos que não somos capazes de amar como Deus ama. O nosso amor é sempre limitado, mas podemos purificá-los: quanto mais estamos em comunhão com Deus, tanto mais amamos. Os pais, os filhos, os irmãos, somos todos convidados a amar de todo o coração. Para que esse amor seja de fato amor gratuito, é necessário que cada um, em casa, tenha certeza de que jamais deixará de ser amado, mesmo se decepcionar aqueles com quem convive, mesmo se errar. O amor é maior que a falha; quem erra sabe que errou e que terá que melhorar, mas sabe também quem por isso terá menos amor de sua família. Só se realiza no amor quem se deixar “abraçar” pelo amor incondicional de Deus, o mesmo fazendo em relação ao amor da e pela família.

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06/12/2017

Ler, ler, ler

Leitura é questão de hábito, não de dom. Assim sendo, é adquirido na casa e na escola. Se os pais não tiveram a oportunidade de aprender a gostar de ler, essa tarefa acaba ficando nas mãos da escola. O ideal é que os pais incentivem os seus filhos a ler, e ainda melhor se eles mesmos forem leitores assumidos. No Brasil se lê muito pouco, infelizmente. Se o hábito não vier de casa, dificilmente será adquirido mais tarde. A internet e mídias sociais são grandes conquistas, porém não deveriam substituir a leitura. Uma coisa é certa: se formos estimulados a ler em casa, jamais abandonaremos os livros, sejam físicos, sejam virtuais. Ler continua sendo um caminho privilegiado para o conhecimento e a cidadania.

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29/11/2017

Uma péssima lição

Diz um ditado que as frutas sempre caem perto da árvore que as produziu. Pode-se perceber isso nas famílias no que diz respeito à generosidade. Quanto mais os pais são avarentos, e portanto egoístas, tanto mais os filhos terão a chance de também o serem. Se os pais não partilharem, os filhos não descobriram o valor e o significado da partilha. É com os olhos que eles aprenderão que vivemos em sociedade, que temos que nos ajudar, que há momentos em que uns precisam de outros até para sobreviver. Pais avarentos passarão aos filhos a mensagem de que neste mundo “é cada um por si e Deus por todos”. Há filhos que aprendem tão bem essa péssima lição, que, quando adultos, não são generosos nem mesmo com seus pais e irmãos. É, tem frutos que são capazes de renegar a própria árvore que os produziu…

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22/11/2017

Pais e catequese

Esse é um assunto do qual nem se deveria falar mais, mas, infelizmente, não há como fugir dele. Sendo os pais os primeiros catequistas dos filhos, como é possível que ainda seja necessário lembrar a eles que eles devem acompanhar a catequese de seus filhos? Há pais que “entregam” os seus filhos à catequista e desaparecem. Até parece que esses catequizandos são órfãos! Reuniões, celebrações, encontros… cadê os pais? Não estão nem aí! Conclusão: esses pais não dão valor à catequese, portanto, Deus não é importante nas vidas deles. E nem são importantes os filhos; caso contrário, eles se fariam presentes. Pais, não é por que os filhos estão sob cuidados dos catequistas que vocês podem “lavar as mãos” e agir como se não fossem mais responsáveis pela educação deles na fé. Vocês continuam a ser os primeiros catequistas deles. Até quando? Até o fim da vida!

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15/11/2017

Reuniões da escola… que chato!

Que pena! Já vi diretores/diretoras de colégio chorando porque nenhum dos pais compareceu às reuniões marcadas com eles, para tratar assuntos dos filhos. É incrível! Tem pais que julgam que basta criar os filhos, mas não educá-los. É muito triste! Tem pais que “repassam” aos professores a missão de educar os seus filhos, e simplesmente os “abandonam” na escola. Eu mesmo fui convidado a dar uma palavra aos pais, e fui testemunha do que pouquíssimos deles se interessam por como estão os filhos, se tem problemas, se é necessário que de alguma forma se unam aos professores para resolvê-los. E, não esqueçamos, a omissão dos pais é também uma frustração para os filhos. Pais, façam o máximo de esforço possível, até mesmo acompanhar o aprendizado de seus filhos. Essa missão é única e exclusivamente de vocês; ninguém pode substituí-los!

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08/11/2017

Educar para a cidadania

Os cidadãos começam a ser cidadãos dentro de casa, escutando e vivendo pais cidadãos. A falta de consciência de que todos somos cidadãos – e não apensa os outros – nos faz, injustamente, exigir dos outros aquilo que nós mesmos não fazemos. Se os pais são os primeiros a jogar lixo na rua, a que conclusão chegarão os filhos? Que podem fazer o mesmo. Se os pais não se cansam de dizer que política é coisa suja, como os filhos aprenderão a participar da sociedade buscando o bem comum? Se os pais dirigem violando as normas de trânsito, que lições os filhos guardarão para si? Cidadania não é apenas uma questão de ensino e aprendizado, mas antes, de exemplo. O respeito ao outro, seja ele quem for, é uma necessidade se queremos formar e conviver numa sociedade fraterna. A possibilidade de termos jovens e adultos conscientes de sua cidadania é muito maior se a educação para ela começar em casa. É fato, infelizmente, que ainda não aprendemos a cuida do que é público, isto é, do que pertence a todos. Nossas cidades, com raríssimas exceções, são sujas. A culpa é das prefeituras? Pode até ser, em parte, mas teríamos cidade limpas se não fizermos delas lixeiros. Podemos e temos razão, nesse sentido, de reclamar de quem gere o que é público, contudo a responsabilidade maior é nossa, de cada cidadão. E cidadania, como todo o mais, começa a se aprender em casa…

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01/11/2017

Só corrige quem ama

O amor leva à entrega da vida, se necessário. Se ele é capaz de chegar a tanto, também deve ser capaz de estar presente nas críticas construtivas. Quem corrige apenas para provar ao outro que é superior a ele, é melhor não fazê-lo. Em vez de fazer bem, vai fazer mal. A maioria das críticas que fazemos são como armas que ferem, quando, ao invés, deveriam ser provas de amor. Antes de criticar alguém, se pergunte se o que você vai dizer é com a intenção de construir ou de destruir. Se for para construir, diga-o com carinho; se for para destruir, se cale. Uma crítica feita por amor é percebida como tal por quem a recebe, e ajuda-o a ser melhor. Já uma crítica humilhante é recebida como um ataque, e quem a recebe defende-se dela. Saber criticar é um ato de amor!

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25/10/2017

Tempo para a oração

Até parece brincadeira – ou utopia – dizer hoje às famílias que é importante que os pais e filhos rezem juntos. Antes de mais nada, é preciso ter presente que existem, sim, famílias que rezam juntas. Depois, é necessário recordar que o tempo continua sendo sendo questão de preferência. Todos podem encontrar alguns minutos para rezar juntos; basta querer e ser criativo na escolha do horário. É verdade que vivemos uma vida corrida, mas também é verdade que podemos dizer alguns “nãos” para dizer um “sim” à oração em família. Uma oração breve, com tempo de qualidade e marcada pela fé. Ah, se pais e filhos soubessem o quanto a oração em família faz bem, teríamos menos aparelhos de tv e celulares ligados e mais momentos dedicados a Deus.

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11/10/2017

Filhos não são cópias

Uma coisa é educar os filhos, outra é querer que eles sejam “cópias” do pai e/a da mãe. Por alguns anos eles precisam que os pais caminhem com eles, de mãos dadas, mas, aos poucos e à medida que eles conseguem andar com as próprias pernas, devem ser incentivados a fazer os próprios caminhos. Os pais nunca deixarão de ser pais, e continuarão marcando a vida dos filhos até o fim da vida destes. Mas chega um momento em que os filhos precisam tomar as suas decisões; estas devem ser deles, não dos pais. Os pais se superprotegem os filhos não os ajudam, já que fazem por eles o que eles deveriam fazer por si mesmos. É assim que se fazem adultos enfatizados, É necessário lembrar sempre: os pais não são donos dos filhos; os filhos não são propriedades dos pais. Se os pais de fato amam os seus filhos e têm consciência de que eles devem viver a vida que é deles, permitem que os mesmos tomem o seu rumo. Sem deixar, é claro, de serem pais, em todos os sentidos.

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04/10/2017

Dar-se tempo

Trabalho, casa, afazeres diversos, lazer, comunidade, filhos… O casal, que se dedica ao dia a dia da família, pode correr o risco de não ter tempo para si. Esse tempo não é necessário somente antes do casamento; o é ainda mais depois. Ao entender isso, ele e ela encontram tempo para estar junto, para curtir um ao outro, para conversar, para falar da vida, e até mesmo para tomar decisões. O casal que não procura e não encontra tempo para a convivência, acabará enfraquecendo o vínculo e o próprio amor. Os filhos? Deixe com um parente ou amigo. Eles serão os primeiros beneficiados se vocês estiverem de fato bem como casal.

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27/09/2017

Sair do comodismo

Não há dúvida que o dia a dia é cansativo, pelas várias atividades que se realiza. Isso, contudo, não pode servir de desculpa para não visitar outras famílias. Por que são hoje tão poucos os pais e filhos que saem juntos para visitar outros pais e filhos? O aumento das possibilidades de atividades, que deveria ser valorizado e aproveitado por todos, parece estar fazendo com que as famílias fiquem cada vez mais fechadas em casa. O problema é do tempo em que vivemos ou das famílias? Entendo que seja dos dois. Diante das opções que temos, escolhemos as que dão mais prazer e menos esforço, o que não significa que estão corretas. Daí que educar a vontade é essencial para não cair no individualismo que sufoca a vida. Temos que aprender que visitar uma família pode não ser a opção mais agradável, mas é a mais importante. A família que se fecha está condenada a perder a alegria da convivência e da partilha.

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20/09/2017

O valor das brincadeiras

A criança tem o direito de brincar; ela precisa brincar, e muito. Faz parte de seu desenvolvimento transformar a imaginação em “realidade”. Assim ela abre-se às várias dimensões da vida, que lhe permitirão crescer gradativamente. As brincadeiras também estimulam a criatividade, fazendo com que as crianças as desenvolvam. Não são necessários brinquedos caros e/ou sofisticados. O importante é que as crianças tenham ambiente para brincar. Que tristeza quando os pais, para não ter que brincar com as crianças, as colocam diante da televisão ou do computador! E mais: os pais devem sacrificar-se, dentro do possível, para brincar com seus filhos. Peço atenção aqui: os pais devem brincar com seus filhos, e não querer que os filhos brinquem brincadeiras que eles, pais, escolherem. Brincadeira é coisa séria, muito séria!

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13/09/2017

Criar ou educar os filhos?

Ambos. Cabe aos pais criar os seus filhos, isto, dar condições para que eles se desenvolvam e cresçam. Mas aos mesmos pais cabe educá-los para que vivam a vida o máximo possível. O problema acompanha a humanidade: pais que fazem de tudo para criar os seus filhos, dando-lhes alimento, roupa, educação, lazer, entre outros, mas não os educam. Por exemplo, não sabem ou não querer colocar limites ou, no outro extremo, não dão liberdade para que eles aprendam a tomar decisões por si próprios. É missão dos pais criar os seus filhos, mas é também missão deles, em conjunto com a escola, a Igreja e a sociedade, educá-los para a cidadania e a fé.

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06/09/2017

Perdão e Paz

Quem perdoa é sábio; quem não perdoa é ignorante, já que não conhece o poder de perdoar e ser perdoado. Antes de ser uma recomendação de Deus, o perdão é uma necessidade. E é por isso que Ele pede que nós perdoemos sempre. Quem não perdoa carrega consigo um peso desnecessário; quem perdoa sente-se leve e bem. Que vantagem há para um casal não se perdoar? Se o perdão só tem vantagens, por que não o concedem um ao outro? Quase sempre por orgulho! E assim perdem os dois, e perde toda a família. Vale a pena “dar o braço a torcer”, jogar o orgulho fora e perdoar. Quem perdoa é mais feliz!

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30/08/2017

Testemunho de participação

A melhor de todas as catequeses são dá pelo exemplo. O testemunho de vida é insubstituível. Mais do que mil palavras sobre o valor e a importância da Missa é os próprios pais irem à Igreja. Para os filhos, especialmente para as crianças, essa participação marcará suas vidas e será sempre uma lembrança de que seus pais tinham em Deus a segurança de suas vidas. Ver os pais que rezam leva as crianças a valorizar o que os pais valorizam. Anos depois, elas ainda terão consigo o que viram e testemunharam. Pais que rezam semeiam nos filhos o amor a Deus e ao próximo.

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23/08/2017

Pais, os primeiros catequistas

Toda catequese começa em casa, com ou sem a participação da família. Quando a família participa, os filhos aprendem que é Deus e a importância que Ele tem na vida das pessoas. Quando a família não participa, a omissão cobra o seu preço, deixando os filhos sem o referencial mais importante da vida. É em casa que toda catequese começa, e nela pai e mão são catequistas, os primeiros e mais importantes. A catequese, oferecida mais tarde pela comunidade, não conseguirá repor o que os pais deixaram de oferecer aos filhos em casa!

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16/08/2017

“Brigas” longe das crianças

É inevitável que, de vez em quando, o casal converse de forma mais áspera, até para desabafar e recomeçar. As crianças, contudo, não têm por que ver e ouvir os pais discutindo. Não se trata de fingimento, e sim de precaução. Não entendendo o porquê dos pais brigarem, as crianças ficaram confusas, pois ambos são importantes para elas. A perplexidade que toma conta delas as deixa inseguras e amedrontadas. É claro que nem sempre é possível evitar discussões na frente dos filhos, mas quando o é, deve-se evitá-las.

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09/08/2017

Educar os olhos

Cada um vê o que quer, diz um ditado popular. De fato, se o casal não educa o olhar poderá usá-lo, por exemplo, apenas para ver o que há de defeitos no outro. Quando se partilha o mesmo espaço físico e emocional é essencial, contudo, aprender a enxergar o bem presente no parceiro, até aqueles que passam desapercebidos pela rotina do dia a dia. Se não se faz isso, o relacionamento torna-se pesado, e até mesmo insuportável. Aprender a direcionar o olhar para o que há de positivo no outro, mesmo sabendo que ele não é perfeito, aproxima o casal e o faz caminhar juntos até nos momentos mais desafiadores.

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02/08/2017

Casal e diálogo

O diálogo pressupõe disponibilidade para falar e atenção para ouvir. Muitos casais confundem diálogo e discussão. Na discussão não há abertura para o outro; o que se pretende é provar que se está certo e o outro errado. No diálogo, nenhum dos dois quer vencer sozinho; ambos querem vencer, e juntos. Ao escutar, é necessário esvaziar-se para receber o que o outro tem a partilhar, e ao falar é imprescindível ser objetivo e claro, para se fazer entender. A discussão não leva a nada, quando não piora a situação. Já o diálogo leva à parceria e à corresponsabilidade.

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26/07/2017

A riqueza das diferenças

O Imaginemos um mundo, ou apenas uma família, em que todos fossem iguais, tivessem os mesmos gostos, fizessem as mesmas escolhas. Seria um mundo, ou uma família extremamente rotineira e chata. As diferenças nos distinguem e personalizam, nos fazem ser quem somos. Como é maravilhoso amar o outro do jeito que ele é, vendo as diferenças como complementação e não como divisão. Se fossemos iguais, seriamos seres robotizados. Mas não somos. Por isso caiu em desuso aquela costumeira desculpa de que “temos que nos separar por incompatibilidade de gênios”. Hoje a psicologia do relacionamento sabe que quanto mais diferente um casa é, e se aceita nas diferenças, tanto mais é realizado e feliz. Porém, se cada um exige que o outro seja do jeito que ele/ela quer, aí não há milagre que salva o casamento. Por isso, aprender a acolher o outro sem descrimina-lo é uma conquista do dia a dia, é um exercício de sair de si para entender como ele é, e não como eu gostaria que ele fosse. Viva a diferença e o diferente!

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19/07/2017

Acolher o outro como ele é

Quem viver como se fosse ou estivesse no centro do mundo exige que as demais pessoas, inclusive as da família, sejam iguais a ela. Não admite nem a diferença, nem o diferente. Vê e entende o mundo e a vida somente a partir do próprio olhar e das próprias concepções e convicções. Quem assim se comporta, faz da sua vida, e das pessoas que estão ao seu redor, um inferno. Não é feliz e impede que os outros o sejam. O único remédio para esse mal é aprender, mesmo se com esforço e/ou ajuda profissional, a acolher o outro como ele é, inclusive com as suas fraquezas. Ninguém de nós pode impor, a quem quer que seja, um estilo de vida simplesmente porque é o seu. Acolher a diferença e o diferente exige paciência, compreensão, perdão, amor. Não como nós somos, tanto mais nos distanciamos dele. E à medida que a distância aumenta, corremos o risco de cair na solidão e na depressão. Quem é inteligente e sábio, muda a si antes de exigir que os outros mudem.

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12/07/2017

Tempo de qualidade

O É impressionante o quanto a vida acelerou. Para a maioria falta tempo. É tudo veloz, rápido, apressado. Essa característica da atualidade atinge a maioria da pessoas; poucas são as que têm tempo para curtir a casa, a família, a natureza. Junto com a pressa veio um mal do qual é difícil se livrar: ter tempo para as pessoas, especialmente as de casa. Se não podemos diminuir o ritmo, devemos aproveitar o tempo disponível utilizando-o muito bem. Um exemplo: se tem um tempo para ficar com a família, que essa hora seja dedicada exclusivamente à família. Como um pai ou uma mãe podem dar atenção aos filhos e, ao mesmo tempo, assistir um programa de tv? Chama de tempo com qualidade aquele tempo dedicado integralmente, sem nada para atrapalhar, sem nenhuma outra atividade que exija atenção alterada. Há quem diga que tem tempo para a família, quando na verdade está apenas de corpo presente em casa. É melhor ter menos tempo e de qualidade, do que muito tempo sem qualidade!

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05/07/2017

Pais e filhos

É triste, mas é verdade: há pais que se queixam dos filhos, mas esquecem que, enquanto era tempo, não foram pais de verdade. Há muitos anos o Padre Zezinho (SCJ) escreveu: “Se hoje temos muitos jovens vazios é porque no passado houve poucos pais transbordando.” É claro que os pais não são responsáveis por todas as decisões que os filhos tomam, mas também é verdade que muitos filhos hoje poderiam ser melhores se no passado tivessem sido de fato amados por seus pais. Os pais que amam e demonstram esse amor aos filhos estão deixando a eles uma herança incalculável.

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28/06/2017

Ensinar pelo diálogo

Diz a Pastoral da Criança – leia sobre a Pastoral da Criança aqui – que “quem bate para ensinar, ensina a bater”. É verdade! A violência machuca e destrói, mas não educa. Pais que batem um no outro, e/ou nos filhos, estão fazendo da casa um inferno. E não só nos momentos de briga, mas para sempre, já que plantam nos corações e na mente da família o desamor, o ódio, a vingança. Bater é covardia, é crime, não importa o motivo. Quem bate ensina que ser carrasco não é nada de mais. Pois que amam e se amam optam sempre pelo diálogo, por mais difícil que ele seja. 

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21/06/2017

Crise na família

É comum ouvirmos que a família está em crise. Repete-se isso há muito tempo. E é verdade: crises não faltam onde existem pessoas com suas limitações e pecados. Contudo, a família como instituição e como espaço de convivência está firme como nunca. Hoje, com a ampliação dos meios de comunicação, ficamos sabendo mais sobre os problemas familiares, o que não significa que a família está acabando. O que ela está é se transformando, adaptando-se aos novos tempos. Essa atualização não é fácil, mas é necessária. Eu continuo acreditando na família!

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14/06/2017

Casal: libertaremos um ao outro, sempre

O casamento não é não é uma prisão, e ser casado não é o mesmo que ser escravo. Quem casa não se torna propriedade de seu parceiro. É verdade que o compromisso exige renúncias, o que não significa que marido e mulher devam pensar igual, agir igual e estar sempre juntos nos mesmos lugares. Nós temos atividades em comum, e temos atividades que não exigem a presença dos dois. Podemos e devemos ter amigos em comum, mas podemos e devemos ter amigos só de um ou só de outro. Quem ama, liberta o outro, não o aprisiona às suas preferências ou costumes. Isso não anula nem diminui a fidelidade. A diversidade gera comunhão; a uniformidade sufoca e mata.

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07/06/2017

Casal: acariciaremos um ao outro, sempre

O amor se expressa pelo olhar, pelas palavras, pelos gestos, pelo silêncio, pelo toque, pelo sorriso, pela presença, pelo ato sexual e de muitos outros modos. São formas pelas quais nos acariciamos, demonstrando o quanto amamos um ao outro. Nós somos seres sexuados por inteiro. Por isso o amor se mostra de múltiplas formas, e não somente pela relação genital. Há casais que ainda não aprenderam a diferença entre ser carinhoso e “fazer sexo”. O amor se alimenta e necessita de muito carinho. Quanto mais carícia, melhor. Ela renova a parceria e fortifica o compromisso. O ato sexual é um dos componentes de nossa vida amorosa, mas não o único. Para nós o amor passa pela sexualidade, mas vai muito além dela.

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31/05/2017

Casal: escutaremos um outro, sempre

Muitos desentendimentos podem ser evitados quando se está disposto a ouvir o outro de fato. A maioria dos diálogos entre casais são diálogos em que nenhum dos dois está disposto a entender o que o outro tem a dizer. Os dois falam, nenhum dos dois escutam. Quando um se dispõe a escutar, nasce a possibilidade do entendimento. Para o casal que não está acostumado a dialogar com proveito, é interessante exercitar a arte de escutar. Combinem um tempo alternado de fala e escuta, fazendo o esforço para escutar com todo o ser, sem tentar adivinhar o que o outro está dizendo. Assim o diálogo acontecerá de forma natural, aprofundando o relacionamento.

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24/05/2017

Casal: corrigiremos um ao outro, sempre

Porque nos amamos, queremos o bem um do outro; se necessário, nos sacrificamos um pelo outro visando a alegria comum. Vamos até ao ponto de nos corrigirmos sem nos sentirmos ofendidos. Quando se corrige o outro, deve-se corrigi-lo porque se quer que ele se realize, que tenha vida de qualidade. Nesse caso, tanto quem corrige como quem é corrigido somam forças e se entreajudam, conscientes de que o objetivo buscado a dois é mais fácil de ser alcançado. Quando falta o amor, a correção se torna humilhação, revide, vingança. Se for para magoar o outro, é melhor não corrigir e esperar até que se tenha certeza de que é o amor que move à correção, e não o desamor.

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17/05/2017

Casal: perdoaremos um ao outro, sempre

O amor é perfeito em Deus, mas não em nós. Somos humanos e, portanto, limitados. Por mais que nos esforcemos, acabamos por nos ofender mutuamente. Até sem querer nos ferimos… O perdão, então, resgata o amor e o renova. Perdoar é reconhecer que somos imperfeitos; é conceder ao outro o direito de nem sempre acertar. É abrir o coração e a mente à compreensão, aceitando as falhas e os erros como pertencentes ao nosso ser danificado pelo pecado. O perdão é o remédio que cura os tantos desentendimentos aos quais todos os casais, sem exceção, estão sujeitos. Se podemos nos perdoar e recomeçar, por que envenenar a relação com o não-perdão?

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10/05/2017

Casal: amaremos um ao outro, sempre

O amor sustenta a vida. Quem não ama, se esvazia. Nós, homem e mulher, esposo e esposa, colocamos o amor como fundamento da nossa convivência. Esse amor passa pela paixão e se realiza no compromisso. Vai além dos sentimentos, dos desejos, do que os olhos veem. O nosso amor supera os nossos defeitos, as nossas manias, os nossos hábitos. Ele é maior do que o desgaste dos nossos corpos e da nossa memória. Somos uma só carne: o amor nos une de tal forma que, mesmo se pudéssemos nos separar, não o faríamos, porque o amor nos faz fiéis um ao outro até o derradeiro segundo de nossa vida. Tudo na vida do casal é suportável, inclusive as crises, mas nada se resolve sem a presença do amor.