Dízimo

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03/05/2018

Tudo em comum

Estamos estudando juntos o documento 106 da CNBB, intitulado “O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas”.

Número 21: Os primeiros cristãos não se contentaram com dez por cento. Livres da Lei judaica, e tendo o exemplo de Jesus que entregou-se por completo (fez-se pobre por nós), eles optaram por terem tudo em comum, isto é, ofereceram cem por cento (cf. At 2,42-47; At 4,32-37). Estavam empolgados pelo Senhor ressuscitado e plenos do Espírito Santo. Nessa vida, porém, o joio e o trigo estão misturados. Alguns pensaram mais em si do que na comunidade, e não foram capazes de colocar tudo em comum (cf. At 5,1-11).

Foi uma experiência maravilhosa, mas passageira. Nós todos nos apegamos, mais ou menos, aos bens desse mundo. É verdade que precisamos deles, mas não podemos dar a eles o lugar mais importante da nossa vida. O comunismo, descartando a fé, tentou implantar no mundo um regime em que tudo fosse de todos, igualmente, mais foi um desastre. Não funcionou e, ainda, criou classes oprimidas, enquanto alguns, os chefes, tinham de tudo.

Quem faz uma experiência bonita e profética de ter tudo em comum são as ordens e congregações religiosas, que, vivendo em comunidade, vivem a partilha do que são e do que possuem.

A comunidade perfeita nós só a teremos na eternidade, junto do Senhor.

Porém, se não conseguimos, por nossas limitações e pecados, ter tudo em comum nessa vida, podemos contudo praticar a partilha, fazendo do dízimo uma opção em que colocamos em comum uma quantia importante e significativa.

Até a próxima semana. Abraço fraterno!

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26/04/2018

Dízimo: do Antigo para o Novo Testamento

Sigamos com o nosso estudo do documento 106 da CNBB.

Número 19: Nos Evangelhos (cf. Mt 23,23; Lu 11,42; Lc 18,9-14) Jesus não fala contra o dízimo, mas insiste que não basta praticá-lo apenas para cumprir com o preceito, esquecendo de amar a Deus e ao próximo, amor este que pressupõe sempre a justiça.

Número 20: Jesus e seus discípulos, a partir do momento em que iniciam o anúncio do Evangelho, são sustentados por trabalhos pontuais (como a pesca) e por pessoas que com eles repartiam os seus bens, como as mulheres citadas por Lucas (Lc 8, 1-3). Havia uma bolsa comum entre os discípulos (cf. Jo 13,29), certamente fruto de doações.

Até a próxima semana. Abraço fraterno!

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29/03/2018

Antigo Testamento: Dízimo para o culto e os pobres

Número 13: Deus foi revelando, aos poucos, ao povo de Israel, quem Ele é. Agiu assim não por querer esconder-se do povo, e sim para que o povo O pudesse acolher. A criatura recebe o Criador na medida de sua capacidade, isto é, gradativamente. Isto vale também para o dízimo; só com e em Jesus ele recebe o seu verdadeiro significado. Se não interpretarmos a Bíblia com a Igreja, vamos dizer o que não diz.

Número 14: Os livros bíblicos revelam que Deus está no centro; Ele é o centro. Sem Ele perdemos a referência de nossa existência, e o sentido de nossa vida. Para a Sagrada Escritura, o dízimo é uma das formas que temos de demonstrar reconhecimento a Deus por ser Ele quem é, e nós quem somos. O dízimo se torna um sinal que sabemos que tudo pertence a Ele.

Número 15: As primeiras menções ao dízimo nós as encontramos nos patriarcas Abraão (cf. Gn 14,17-20) e Jacó (cf. Gn 28,18-22). O primeiro oferece o dízimo como ação de graças; o segundo como compromisso assumido com Deus.

Número 16: Antes o oferecido de modo espontâneo, agora, sob Moisés, se torna lei; passa a fazer parte da “legislação mosaica” (cf. Lv 27,30; Nm 18,21-32; Dt 12,12;14,27). Ao tornar-se lei, torna-se obrigatório; por isso a partir de então usa-se o termo “pagar” o dízimo, cumprir com um preceito estabelecido. O dízimo era utilizado para o sustento dos levitas, que estavam a serviço exclusivo das demais tribos de Israel, das viúvas, dos órfãos e dos estrangeiros pobres. Os levitas, por sua vez, entregavam “o dízimo do dízimo”, isto é, dez por centro do dízimo recebido, para a sustentação dos sacerdotes (Nm 18,26).

Número 17: O povo de Israel, depois de derrotado e exilado, por outro povo, voltou à sua terra, onde recomeçou sua vida, inclusive reconstruindo o templo e reformulando o culto a Deus. O dízimo foi retomado. E foi tão grande a generosidade do povo que chegou a sobrar doações (cf. Ne 10,36-39; 12,14; 13,12).

Número 18: Os profetas, que anunciavam a justiça e denunciavam a injustiça, foram diretos e claros ao afirmar que não bastava pagar o dízimo, mas que também era necessário praticar a vontade de Deus expressa pela Lei. Eles não condenaram o dízimo, mas chamaram a atenção de quem julgava que praticando as leis apenas exteriormente já agradavam a Deus, sem de fato viver em comunhão com Ele (cf. Am 4,4-5; Ml 1,7-8;3,8-10).

Em suma, no Antigo Testamento o dízimo era a “forma” de partilha (obrigatória) para sustentar o culto a Deus e repartir com os mais pobres (viúvas, órfãos, estrangeiros).

Até a próxima semana. Abraço fraterno!

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16/03/2018

Entender para não errar

Número 12: Depois de enumerar e refletir sobre os cinco fundamentos de dízimo assumido pela Igreja no Brasil (fé, compromisso moral, escolha, estabilidade, e periodicidade – nn. 8 a 11), os Bispos do Brasil são diretos e claros. Vamos conferir: “A correta compreensão do dízimo evita que ele seja proposto e assumido unicamente como forma de captação dos recursos para as outras pastorais, para a sustentação de pessoas e para a manutenção das estruturas eclesiais. Essa compreensão não expressa toda a riqueza de seu significado, não podendo, portanto, ser apresentada como única motivação, nem como motivação principal, pois haveria grave risco de reducionismo”. Em outras palavras, não fez nenhum sentido reduzir o dízimo ao simples ato de juntar/acumular dinheiro. A Igreja não existe para isso. Ela precisa do dízimo não pelo dízimo em si, ou pelo dinheiro, mas para sustentar a comunidade em sua ação evangelizadora. Se não for entendido e assumido assim, a comunidade não poderá normalmente, dizer que é dizimista, e sim apenas arrecadadora/ajuntadora de dinheiro. 

Até a próxima semana. Abraço fraterno!

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15/03/2018

O fundamento da periodicidade

Tendo em conta que a maioria da população brasileira vive nas cidades, e que mesmo quem vive no interior, tem uma “cultura urbana”, a CNBB propõe que o dízimo seja partilhado mensalmente. A razão está em que, no Brasil, vive-se num ritmo mensal (contas, recebimentos). Como as comunidades não estão à margem da sociedade, mas dentro dela, devem seguir esse mesmo ritmo, sob pena de deixarem de existir. Todas têm compromissos mensais a honrar, e por isso precisam que as contribuições sejam mensais. Contudo, os bispos entendem que para algumas pessoas, o dízimo pode “estar ligado às colheitas ou à venda de produtos” (n. 11), sendo partilhado nessas ocasiões. Pode-se perceber, porém, que os católicos brasileiros acolheram bem o dízimo mensal, e estão, aos poucos, entendendo o quanto é importante ser pontual nas contribuições. Alguns partilham até mesmo do décimo-terceiro, demonstrando sua consciência e generosidade para com a comunidade evangelizadora.

Em síntese, o dízimo está fundamentado sobre cinco pilares que os sustém: o compromisso da fé (n.8), o compromisso moral/decisão pessoa (n.9), a escolha da quantia (n.10), a contribuição sustemática (n.11) e periódica/mensal (n.11). Estas são as características que dão sentido e estrutura ao dízimo na Igreja do Brasil

Até a próxima semana. Abraço fraterno!

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08/03/2018

O fundamento da estabilidade

Uma das características que diferencia o dízimo das ofertas é a estabilidade. As ofertas são espontâneas e pontuais; o dízimo é compromisso que exige fidelidade. Ou seja, não sou dizimista se a comunidade não puder de fato contar comigo e com a minha contribuição. Não por pressão ou por imposição, e sim porque eu assim decidi, sou dizimista. Só o deixarei de ser por motivo grave. A estabilidade é a minha participação permanente, continuada. Se contribuo com o dízimo em janeiro, e depois não o faço por três meses, só voltando à partilha no mês de maio, isso significa que estou fazendo ofertas, e não mais sendo dizimista. Mesmo que a quantia varie de valor nesse período, se a faço, sou dizimista. Porém, se a minha partilha é só de vez em quando, isto é, eventual, então sou alguém que fez ofertas, apenas. O dizimista estável é fiel na sua contribuição; a comunidade conta com ele, e com o seu dízimo, para manter e investir na ação evangelizadora integral. 

Até a próxima semana. Abraço fraterno!

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01/03/2018

O fundamento da escolha

 

Vamos em frente com o nosso estudo, sempre contando com a graça de Deus.

Número 10: Como pessoas de fé, que optaram livremente por ser dizimistas, somos chamados a decidir com quanto vamos contribuir. Na Igreja do Brasil não há quantia determinada, nem porcentagens obrigatórias. Quem decide com quanto vai contribuir é você; a responsabilidade é sua, por que sua consciência formada significa contribuir com uma quantia que tem significado para você, que é importante para você, e portanto também para a comunidade. Ao decidir que quantia partilhará, o dizimista está sendo justo (oferecerá sem prejudicar a família ou a si mesmo), estará sendo generoso (não contribuirá com uma esmola, mas com quanto puder, sem avareza) e estará sendo corresponsável (assumirá a sua parte na sustentação da comunidade evangelizadora). Portanto, o dízimo autêntico não é 5, 20, 50 ou 500 reais; é aquela quantia que é importante e significativa para você, seja 2 reais, seja mil reais. Por isso só você pode decidir de quanto será o dízimo. Se alguém ensinar algo diferente do que refletimos hoje, estará ensinando algo seu, pessoal, e não da Igreja. Não acredite em quem se considera mais inteligente, sábio e iluminado do que a Igreja de Jesus Cristo! (cf. Doc 106, n.10). 

Até a próxima semana. Abraço fraterno!

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22/02/2018

O fundamento do compromisso moral

Tendo entrado no Tempo da Quaresma, abrimos os nossos corações e nossas mentes para conversão, acolhendo o Senhor que se entrega em sacrifício pela humanidade. Vamos seguir com o nosso estudo.

Número 9: Por muito tempo a Igreja teve o dízimo como lei. De 585 (Concílio de Mâcon) à Revolução Francesa (1789) a Igreja universal tinha como principal meio de sustentação o dízimo. Ao desembarcar no Brasil (1500), Pedro Alvares Cabral trouxe com ele o cristianismo, e também a lei do dízimo, que só deixou de existir com a proclamação da República (1889). Diz a CNBB: “No Brasil, inicialmente, no tempo de colônia e Império, vigorava a contribuição do dízimo, cobrado e em parte administrado pelo Estado, então oficialmente unido à Igreja. Quando do advento da República se deu a separação de Igreja e Estado, viu-se a Igreja privada dos recursos materiais ordinários para o cumprimento de sua missão evangelizadora” (Pastoral do Dízimo, Estudo 8, p. 38).

Ao repensar o dízimo, na década de 1950-60, a Igreja optou por não torná-la lei, como foi no período do Antigo Testamento e na história da Igreja, de 585 a 1789, indo no Brasil até 1889. Ao optar pelo dízimo como meio ordinário de sustentação das comunidades, a CNBB decidiu que ele não seria um compromisso jurídico, (obrigatório) e sim um compromisso moral (feito por opção). É disto que trata o número 9 do documento 106. Cada cristão/cristã é convidado a ser dizimista. Não há imposição, e sim proposição. Não temos mais a “lei do dízimo”; agora somos chamados a contribuir com consciência e generosidade, e não por obrigação. Ninguém em nome da Igreja no Brasil, pode obrigar os seus fiéis a serem dizimistas. O único que o poderia fazer seria o (arce)bispo em sua (arqui)diocese, o que não acontece porque os bispos juntos resolveram que o dízimo, no Brasil, é opção e não imposição.

É porque o católico tem consciência que é membro da comunidade, da qual faz parte pelo batismo, que ele se apresenta com o seu dízimo, e não porque alguém o está obrigado. Dizem os Bispos (CNBB): A contribuição que se faz por meio dele (dízimo) é uma manifestação autêntica e espontânea da fé em Deus e da comunhão e participação na vida da Igreja e em sua missão. Por isso, ele se diferencia do simples cumprimento de uma lei e se situa no plano da decisão de consciência iluminada pela fé” (Doc. 106, n.9).

Em resumo: O dízimo em vigor na Igreja católica no Brasil tem quatro características essenciais, sendo que já vimos duas dela: a opção feita por fé (1º) e a opção feita com liberdade, consciência e generosidade (2º). Na próxima reflexão aprofundaremos a questão da quantia a ser partilhada.

Dúvidas, discordâncias, partilhas? Entre em contato comigo pelo email cristovamiubel@paoevinho.com.br.

Até a próxima semana. Abraço fraterno!

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15/02/2018

O fundamento da fé

Vamos em frente com o nosso estudo sobre o documento 106, sobre a Pastoral do Dízimo.

Número 8: Afirmam os Bispos do Brasil que o dízimo nasce da fé; é uma atitude de fé. Ao contribuir, o dizimista tem consciência de que o faz porque crê em Deus, e sabe que a Igreja, fundada por Jesus e inaugurada pelo Espírito Santo, é um projeto do Pai para edificar o Reino de Deus. Essa contribuição, então, e distinta de qualquer outra, já que tem como fonte a comunhão com Deus. Sem fé o dízimo se torna doação (o que não é ruim), mas perde a sua característica básica: deixa Deus de fora, não O leva em conta, age separado Dele. O dizimista católico o é unicamente como quem crê e adere ao que crê. É Deus que o move a partilhar o dízimo com o objetivo de sustentar a comunidade, comunidade esta que tem com missão anunciar Jesus e o Reino. Portanto, o dízimo sem a fé é incompleto, é mera ação humana. E mais: ao assumir o dízimo como um gesto de fé, o dízimista faz dele também uma partilha fraterna, já que é impossível amar a Deus sem amar ao próximo. O dízimo, diz a CNBB, “traz à vida cristã os elementos de uma caridade ativa na prática dessa experiência” (Doc. 106, n.8)

Se houver uma comunidade sem fé, é impossível que nela exista o dízimo. Pode existir pagamento, mensalidade, doação, mas dízimo, jamais O dízimo traz em si o “carimbo” da fé; e se por acaso não o tem, não é dízimo!

Até a próxima semana. Muitas bençãos!

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08/02/2018

Os pilares da Pastoral do Dízimo

Certos de que o Espírito Santo ilumina-nos no estudo do documento 106, sigamos em frente.

Número 6: Depois de insistir que a Pastoral do Dízimo deve ser fundamentada numa “reta compreensão” (n.5), os Bispos do Brasil, antes de propor o número 6, dizem que “por meio do dízimo, que é uma contribuição motivada pela fé, os fiéis vivenciam a comunhão, a participação e a corresponsabilidade na evangelização” (p. 13). É uma espécie de introdução e, ao mesmo tempo, resumo do que virá em seguida. De fato, esses números iniciais do documento (6 a 12) são importantíssimos para que prevaleça a “reta compreensão” do dízimo católico, isto é, do dízimo assumido pela Igreja no Brasil. Por isso vamos estudá-los sem pressa. Eles apresentam os cinco pilares sobre os quais está construída a Pastoral do Dízimo entre nós: a fé, a decisão pessoal, a escolha da quantia, a estabilidade e a periodicidade (n.7). Os Bispos ainda acrescentam que o dízimo tal qual assumido pelas Igrejas Particulares, “pressupõe pessoas evangelizadas e comprometidas com a evangelização” (n.6). Ou seja, sem formação as comunidades até poderão torna-se dizimistas, mas correm o risco de, compreendendo-o mal, o acolherem como um “sistema de taxas diferenciado”, o que seria um grande prejuízo para o anúncio do Evangelho. Em nossa próxima reflexão vamos refletir sobre o primeiro desses pilares, a fé.

Até a próxima semana. Muitas bençãos!

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01/02/2018

É necessário acertar desde o começo

 

Prossigamos com o estudo do doc. 106 da CNBB sobre a Pastoral do Dízimo.

Número 5: Os bispos, neste número, alertam para a necessidade de compreender bem e corretamente, sem equívocos, o dízimo. De fato, há várias formas (alguns históricos) de entender o dízimo e que não estão em harmonia com a Igreja. Quem – pessoa ou comunidade – o entende em discordância com a Igreja, não só causa mal a si mas, por extensão, prejudica a Pastoral do Dízimo como um todo bem como à ação evangelizadora. Daí a importância que todos nós tenhamos o documento 106 – “O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas” – como a referência por essência, corrigindo o rumo sempre que necessário. Isto vale, de uma forma especial, para quem tiver a tarefa de escolher assessores para cursos, reavivamentos, formações, retiros, entre outros. Se o assessor não tiver como ponto de partida a Sagrada Escritura e o documento 106, cuidado! Ele fará mais mal do que bem!

Ainda neste número, os Bispos do Brasil ressaltam que o documento, nos próximos números, destaca os fundamentos bíblicos, cristológicos e eclesiais da Pastoral do Dízimo. E concluem: “Isso garante que o dízimo se situe adequadamente na Pastoral de Conjunto em perspectiva de evangelização”.

Até a próxima semana. Muitas bençãos!

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25/01/2018

A Pastoral do Dízimo no Brasil está nas mãos das (Arqui)dioceses

Como combinamos, vamos refletir juntos sobre o documento 106 da CNBB, intitulado “O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas”. Já estudamos a apresentação feita por Dom Leonardo, secretário-geral da CNBB. A partir de hoje, com perseverança e paciência, vamos “olhar com lupa” número por número do documento.

Número 1: Recorda a importância e a atualidade do Estudo número 8 da CNBB, “Pastoral do Dízimo”, de 1975, destacando que o novo documento, número 106, foi preparado “no contexto da reflexão sobre a vida comunitária das paróquias” (documentos 100).

Número 2: O documento 106 não foi redigido num “escritório”. Ele é fruto de uma grande sondagem. Muitos foram ouvidos: (arqui)dioceses, bispos, comunidades, missionários do dízimo (em Aparecida houve um congresso promovido pela CNBB), regionais da CNBB, agentes da Pastoral do Dízimo. Os Bispos do Brasil dedicaram tempo e atenção ao dízimo nas Assembleias de 2015 e 2016 (53° e 54°), confiando ao Conselho Permanente a sua aprovação, o que de fato aconteceu.

Número 3: Os Bispos do Brasil, antes de pensar num “sistema do dízimo”, pensaram numa “Pastoral do Dízimo”, com um olho na realidade das paróquias brasileiras, e com outro no Documento de Aparecida, sempre atentos às recomendações do Papa Francisco. A partir desse “retrato” pastoral, e tendo em vista a diversidade sociocultural e religiosa do Brasil, decidiram que cada diocese deveria ter o seu plano de implantação e organização do dízimo, já que um plano pastoral nacional não seria viável. Ou seja, está nas mãos e sob a responsabilidade de cada (arqui)diocese do Brasil o êxito, ou o fracasso, da Pastoral do Dízimo. A CNBB, o que tinha de fazer, já fez. Ainda este número 3, os Bispos enumeram os princípios que fundamentam o documento 106, a saber: (1) Indicação dos elementos bíblicos e teológicos fundamentais para a compreensão do dízimo; (2) Esclarecimentos sobre conceitos e termos para favorecer a compreensão e superação de eventuais equívocos; (3) Orientações gerais a respeito da Pastoral do Dízimo, em vista das escolhas a serem feitas localmente; (4) Uso da uma linguagem propositiva, respeitando a diversidade cultural e a identidade das Igrejas particulares (cf. n. 3a. b. c. d).

Número 4: O documento, além da introdução (nn. 1 a 3) e da conclusão (nn. 85 a 88), tem como “miolo” (coração) duas partes: (1) Reflexão sobre o Dízimo e, (2) Orientações e propostas sobre o dízimo. Vamos estudar isso juntos.

Até a próxima semana!

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18/01/2018

O que disse Dom Leonardo

Todo documento dos Bispos do Brasil tem uma introdução, redigida pelo Secretário-Geral da CNBB, serviço atualmente prestado por Dom Leonardo Ulrich, que é também Bispo Auxiliar de Brasília (DF). Aproveitando da ocasião, ressalto a competência e a dedicação de Dom Leonardo como secretário da CNBB.

No documento “O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas” – documento número 106 -, Dom Leonardo, na apresentação, faz um resumo extraordinário do que é o dízimo: “Dízimo, doação, missão, comunidade! Igreja, comunidade de comunidades, que recebeu a missão de evangelizar! A missão pede entrega, doação, generosidade. O dízimo expressa a participação da pessoa batizada na missão de anunciar o ‘Evangelho da Alegria’. Evangelização que acontece como presença da comunidade, como anúncio-palavra, como obras de misericórdia” (p.7).

Na sequência da apresentação, Dom Leonardo lembra de quatro textos indispensáveis para entendermos e assumirmos o dízimo hoje: (1) a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, do Papa Francisco; (2) o documento 100 da CNBB comunidade de comunidades: uma nova paróquia; (3) As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil: 2015-2019, da CNBB e, (4) outro Documento da CNBB número 106, intitulado O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas, objeto de nosso estudo neste ano.

Já quase no final da apresentação, Dom Leonardo faz um resumo de como o Documento em questão foi elaborado (cf. p.8).

Depois de agradecer a todos os envolvidos na redação do Documento, Dom Leonardo conclui: “Nossa Senhora Aparecida, maternalmente presente entre nós, nos acompanhe e faça experimentar a alegria que brota da confiança em Deus e da dedicação generosa aos irmãos”.

É importante ressaltar que Dom Leonardo toca no coração do dízimo: a evangelização. O Documento comprova: dízimo é meio para a evangelização, e não simplesmente arrecadação de recursos.

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11/01/2018

Uma proposta ousada!

Vamos prosseguir com o caminho de reflexão sobre o dízimo? Neste novo ano, convido você para aprofundarmos o que em 2017 apenas tocamos de leve. E proponho um estudo ousado: refletir, semanalmente, sobre o documento 106 da CNBB, documento que guia e orienta a Igreja no Brasil e no que diz respeito à Pastoral do Dízimo. Vamos estudá-lo juntos, trecho por trecho, sem preguiça. Fazemos muitas leituras superficiais que passam deixando o mínimo ou nada de proveito. Vamos, então. encarar essa missão juntos? A perseverança será exigida tanto de mim quanto de você. Não é possível que não assumamos uma reflexão importante para nós, para as nossas paróquias e dioceses. O convite está feito! Feliz e abençoado 2018!

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28/12/2017

Dízimo e bênção

Deus não nega a bênção para ninguém. Porque nos ama, Ele quer nos abençoar sempre. O problema é que nós nem sempre aceitamos essa bênção. Sempre que o nosso coração está fechado para Ele, Ele não tem como nos abençoar, porque nós não o permitimos. Ele quer, mas não encontra espaço por onde nos abençoar. O dízimo é uma das formas que temos, entre tantas outras, de abrir o coração a Ele; Ele, por sua vez, aproveita do nosso coração aberto para nos abençoar. Infelizmente, há dizimistas que o são sem abrirem o coração. Nesse caso o problema não é Deus, e sim o coração fechado.

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21/12/2017

Dízimo e conversão

Ao assumir o compromisso de contribuir com o dízimo, nos dispomos a encontrar com o Senhor e com a Igreja. Esse duplo encontro não pode passar em vão: ele nos convida à conversão, à mudança de vida. Por isso o dízimo é sempre uma oportunidade privilegiada de, tendo colocado a mão no bolso, colocá-la também no coração. Aproveito a ocasião para desejar a você, à sua família, à sua comunidade, um Natal com muita paz, pleno de alegria. SANTO E FELIZ NATAL!

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14/12/2017

A prestação de contas

O montante do dízimo pertence à comunidade evangelizadora. Se pertence à comunidade, pertence a todos os que dela participam. Por isso todos têm o direito de saber como e onde ele é utilizado. Cabe ao Conselho de Assuntos Econômicos fazer a prestação de contas, já que essa prestação deve abranger todos os recebimentos e gastos da paróquia, e não só os que dizem respeito ao dízimo. O ideal é que se fizesse mensalmente a prestação de contas, de forma simples e que todos possam entender.

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07/12/2017

É correto buscar o dízimo nas casas?

A orientação da CNBB (documento 106) é que se elimine a arrecadação nas casas. Em primeiro lugar porque os dizimistas não estão isentos de participar das celebrações na comunidade. E em segundo lugar porque há o risco para quem o arrecada (de assalto, por exemplo). Pode-se buscar o dízimo em casa: das pessoas enfermas e dos anciãos que não podem ir até a igreja, e dos que cuidam deles. Uma ou outra comunidade ainda tem os chamados “dizimeiros”, mas já estão em processo de mudança. Em todos os sentidos, e especialmente na pastoral, é aconselhável que cada um leve a sua partilha e a entregue pessoalmente à Pastoral do Dízimo, de preferência nas celebrações em que há a contribuição do dízimo.

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30/11/2017

Sim ou não ao cartão?

São muitas as equipes da Pastoral do Dízimo, e até mesmo dizimistas, que se questionam a respeito da conveniência ou não do uso de cartão como meio de contribuição. A resposta é simples: os meios pouco importam; o que importa mesmo é a consciência e o ato de contribuir. Não há nenhum problema, portanto, em usar cartão ou outros meios. Se é algo bom para o nosso dia a dia, se é honesto e facilita a prática da partilha, qual o problema em usá-lo? O que não pode faltar é uma bem feita catequese do dízimo, para que os dizimistas assumam de fato o seu lugar como Igreja e sustentem a ação evangelizadora!

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23/11/2017

Espaço da Partilha

O termo utilizado até agora – “Plantão do Dízimo” – foi necessário, mas já deve ser dispensado. As nossas comunidades estão amadurecendo, e precisam que os termos e designações, antes imprescindíveis, sejam atualizados. Por isso a proposta que o “Plantão do Dízimo” se transforme em “Espaço da Partilha”, lugar onde os dizimistas vão para partilhar, para contribuir. É essencial que esse espaço tenha “cara” de partilha, que seja bem organizado ou, em outras palavras, seja um espaço evangelizador. E que não deve ser utilizado para mais nada, a não ser para receber o dízimo e para resolver ou auxiliar quem tem duvidas. Que tal fazer já a troca em sua comunidade?

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16/11/2017

Missa dos dizimistas?

Não existe missa dos dizimistas, como não existe missa dos carismáticos, nem missa das crianças. A missa é única, presidida pelos sacerdotes e concelebrada por todos os batizados em razão de serem sacerdotes em Cristo (sacerdócio comum dos fiéis). Portanto, a missa deve ser sempre celebração de Jesus Cristo na Igreja, e não evento fechado para este ou aquele grupo (sem exceção!). Assim sendo, pode-se celebrar a missa e nela fazer a contribuição ou partilha (no momento do ofertório, de preferência) do dízimo. Não se celebra a missa por causa do dízimo, e sim fazer memória e atualizar as graças conquistadas por Jesus com sua morte e ressurreição. Portanto, se houvesse uma “missa dos dizimistas” deveríamos pedir que voltassem para casa os não dizimistas ali presentes. Cuidemos para não fazer da celebração Eucarística um instrumento de arrecadação de dinheiro… Seria absurdo!

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09/11/2017

Dízimo e voluntariado

Voluntária é aquela pessoa que, por vontade, isto é, livremente, se coloca à disposição para prestar algum serviço. Nas nossas comunidades são voluntários e voluntárias as catequistas, os membros das equipes de liturgia e canto pastoral, os coordenadores de pastorais e movimentos e todos os seus componentes, os conselheiros, entre outros. São pessoas que não recebem compensação ou remuneração para fazer o que fazem. Contudo isso não as isenta de contribuir com o dízimo, meio pelo qual se sustenta a ação evangelizadora. O/a voluntário/a que não contribui com o dízimo está cobrando pelo serviço “voluntário” que presta. Como? Não partilhando o dízimo. A quantia guardada é o montante cobrado pelo serviço prestado. Por isso convido a todos os voluntários a serem dizimistas em suas comunidades; vocês já são generosos no tempo e nos serviços que prestam. Então sejam também generosos na partilha do dízimo. Isso não os empobrecerá; pelo contrário!

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02/11/2017

Dízimo e doações

A base do dízimo é a comunidade paroquial, isto é, a matriz e suas capelas/comunidades. É ali, onde eu participo, onde eu escuto a palavra, onde eu recebo os sacramentos, onde celebro com os meus irmãos e irmãs na fé, que eu contribuo com o dízimo. O que faço fora disso não é dízimo, e sim ofertas, doações, esmolas. O dízimo é única e exclusivamente destinado à paróquia que, por sua vez, destina á diocese a parte que cabe a ela. As doações que faço a programas evangelizadores, a Tvs ou outras instituições são ofertas. Nada contra essas ofertas, desde que antes se seja dizimista na comunidade de que se participa. O primeiro compromisso que temos é com o dízimo; a oferta vem segundo plano.

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26/10/2017

Dízimo e ofertas

Há ainda quem não saiba que dízimo e oferta são formas distintas de contribuição. O dízimo é um compromisso assumido livremente, é partilhado na comunidade de que se participa, é estável e periódico. A oferta é espontânea, partilhada em qualquer comunidade, e não é estável nem periódica. O dízimo permite às comunidades se programarem para o utilizar, já que o montante mensal tem poucas variações. As ofertas, por serem espontâneas, não permitem essa programação. Dízimo e ofertas se complementam, e têm a mesma finalidade: a sustentação da ação evangelizadora.

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19/10/2017

O diziminho

A Igreja no Brasil convida para ser dizimista aquelas pessoas que têm um ganho, um salário, uma renda. Assim sendo, as crianças não têm como ser dizimistas, já que dependem de seus pais ou responsáveis. Contudo, o dízimo das crianças pode ser organizado desde que seja um dízimo catequético, e não tenha como primeira intenção a arrecadação. Cabe aos catequistas aplicá-los bem. Este diziminho, como muitos o chamam, deve ser contabilizado no dízimo paroquial – caso contrário seria caixa dois – e, se assim for combinado com o pároco, o valor com ele obtido pode ser utilizado pelas catequistas e pelos catequizandos. A palavra de ordem é: clareza e prudência. Se for catequético, o diziminho fará grande bem aos catequizandos. Se não for, com certeza atrapalhará não só a catequese, mas toda a comunidade!

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19/10/2017

A finalidade Caritativa

Uma parte do dízimo deve ser destinada aos necessitados, aos pobres mais pobres. Seja pela assistência, seja pela promoção. Pela assistência atende-se àquelas necessidades urgentes, que não podem ser deixadas para amanhã, como alimento, roupa, remédio, entre outras. Pela promoção investe-se na formação e capacitação, dando às pessoas condições de terem uma forma de sustento e/ou uma profissão, como curso de culinária, de preparação para o vestibular, de plantio de horta, ou ainda o custeio de cursos profissionalizantes. Não existirá evangelização completa e integral se os pobres não forem amados concretamente através da partilha. Daí que o dízimo leva à conscientização da opção preferencial e evangélica pelos pobres, e a torna uma exigência da fé. Ao prever como o dízimo será utilizado na comunidade, o Conselho de Assuntos Econômicos deve decidir quanto será partilhado com os irmãos e irmãs mais necessitados. Essa não é uma escolha, é um dever!

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05/10/2017

A finalidade Missionária

Parte do dízimo e das ofertas deve ser investido nas missões, tanto aquelas a serem realizadas na própria comunidade, como aquelas a serem efetivadas fora da comunidade. Uma comunidade, se quer ser fiel a Jesus, deve “sair”, como pede o Papa Francisco, para ir ao encontro de quem já foi batizado, mas não conhece Jesus (nova evangelização) como de quem nunca ouviu falar Dele (ad gentes). A comunidade que se acomoda e fica contente com quem já participa perdeu, ou nunca teve, senso missionário. É ótimo festejar quem participa, porém sem nunca esquecer de quem ainda não participa.

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28/09/2017

A finalidade Eclesial

Entendo como finalidade eclesial de dízimo o que se gasta e se investe na comunidade, para que ele celebre, catequize, confraternize. Alguns exemplos: pagamentos das contas de água e luz, formação de lideranças, contratação de funcionários, cuidados com construções, reformas, manutenção do carro, aquisição de materiais litúrgicos e para a secretaria, ajuda de custo ao padre, entre outros. Essa é uma das finalidades do dízimo: fazer com que a comunidade tenha condições de cumprir a sua missão, a evangelização. Não é o caso, é claro, de gastar no que é luxuoso (isso seria desperdício e um contratestemunho!), e sim de investir com bom gosto e no que é necessário para os vários serviços comunitários. Da vela do altar à reforma de Igreja o dízimo está presente como um sinal de que a comunidade, com corresponsabilidade, assumiu a evangelização.

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21/09/2017

Dízimo e evangelização integral

O dízimo tem como finalidade toda a evangelização, e não apenas parte dela. Se ele for investido todo na liturgia, por exemplo, como ficarão as demais pastorais? Por isso, é necessário que, ao sustentar e investir na comunidade evangelizadora, o Conselho de Assuntos Ecômicos e o Conselho Pastoral Paroquial, ambos presididos pelo pároco, olhem para todas as necessidades da comunidade a partir das dimensões eclesial, missionária e caritativa. Se não houver consciência de que se deve evangelizar de forma integral, a pastoral paroquial certamente se tornará um “monstro”, já que terá setores muito desenvolvidos, outros um pouco, e outros nem terá. Daí a importância de Assembleia Paroquial, que olhará para toda a paróquia, e a partir desse olhar envolvente, encaminhará a ação evangelizadora. O dízimo é de toda a comunidade, e não apenas desta ou daquela atividade pastoral.

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14/09/2017

A dimensão caritativa do dízimo

A quarta dimensão do dízimo leva os dizimistas, bem com a comunidade dizimista, a fazer o que Jesus fez: olhar com amor e colocar-se a serviço dos pobres. Como é possível que adoremos Jesus na Eucaristia e não o identifiquemos em quem sofre? Essa incoerência sinaliza o quanto vemos Jesus aqui e não ali. A comunidade dizimista, pela assistência e pela promoção, serve o pobre gratuitamente, sem pedir nada em troca, nem mesmo um “obrigado”. É escandaloso que uma comunidade invista somente em construções, e nem sequer perceba o pobre que está à sua porta, como o rico e Lázaro na parábola contada por Jesus. Quem opta pelo dízimo, opta preferencialmente (jamais exclusivamente!) pelos pobres!

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07/09/2017

A dimensão missionária do dízimo

Ao acolher o mandato de Jesus de levar o Evangelho a todas as pessoas, acolhemos também que, sendo cristãos, somos missionários e missionárias. Não temos o direito de ficar fechados em nossas comunidades, contentes apenas com os que já participam. Além de nos alegrarmos com quem já se reúne fraternalmente, devemos sair para ir ao encontro de quem não participa e de quem ainda não conhece Jesus. Somos uma comunidade missionária quando nos desacomodamos e vamos ao encontro das pessoas tanto dentro como fora dos limites de nossa comunidade. O Papa Francisco tem insistido que só podemos nos considerar cristãos de fato se, como Jesus, irmos ao encontro de todos para anunciar, sem imposição, quem é Jesus e no que consiste o Evangelho por Ele anunciado.

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31/08/2017

A dimensão eclesial do dízimo

Sabemos que Deus não precisa de nosso dízimo, mas a Igreja sim. Presente neste mundo, ela não tem como evangelizar sem utilizar dos instrumentos adequados. Como todo batizado/a é Igreja, cabe a nós contribuir para que a missão deixada por Jesus se cumpra. Assim, somos nós, juntos, que fazemos com que a comunidade tenha o suficiente para se sustentar, seja comprando velas, seja reformando salas, seja investindo na formação de lideranças. Cabe aos membros de cada comunidade sustentá-la; no Brasil, nós fazemos essa pelo dízimo e pelas ofertas. É claro que situações extraordinárias podem exigir menos de arrecadação extraordinárias, como é o caso de festas e outras formas de promoções. O dízimo, contudo, deveria ser o suficiente para manter e sustentar o dia a dia da comunidade evangelizadora.

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24/08/2017

A dimensão religiosa do dízimo

O dízimo tem quatro dimensões: a religiosa, a eclesial, a missionária e a caritativa. Pela dimensão religiosa nós entendemos que somos de Deus: Dele saímos e para Ele voltamos. Sendo o dono de tudo, Deus não precisa de nossos bens, já que tudo pertence a Ele. Ao partilhar o dízimo, “dizemos” a Deus que temos consciência de nossa plena e total pertença a Ele, e que por isso o que partilhamos é um sinal dessa nossa pertença. É misto que consiste a espiritualidade do dízimo: ele amadurece e aumenta nossa a nossa comunhão com Deus, já que vivemos conscientes de que a nossa segurança está Nele, e não nos bens que possuímos.

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17/08/2017

O dízimo é gesto de fé

Não há dúvida: a fé dá sabor e sentimento ao dízimo. Se não acredito no que professo, o dízimo se torna apenas uma oferta solidária, e nada mais. O cristão, contudo, vai além: porque à Igreja, ao fazer a sua partilha, a faz exercitando a fé. Para ele, a fé vem antes da quantia partilhada. Ele não é cristão porque é dizimista, mas é dizimista porque é cristão. Assim, a quantia partilhada tem um motivo que a antecede: a fé em Jesus como Aquele que dá com fé, ele se enriquece, já que é partilhado com o objetivo de evangelizar. 

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10/08/2017

O dízimo é partilha

Ao afirmarmos que o dízimo é partilha, estamos dizendo que ao oferecê-lo, contribuímos com parte do que temos. A junção das partes oferecidas pelos membros de uma comunidade faz com que ela tenha condições de sustentar e de investir na evangelização. Essa parte, é bom lembrar, não deve ser uma parte qualquer, e sim generosa. Daí a importância de que, ao partilhar o dízimo, o dizimista questione-se se a parte que está oferecendo é o importante para si e para a sua comunidade. Quanto mais o dizimista for consciente do que é o dízimo, tanto mais ele colocará em comum com a sua comunidade uma parte realmente significativa de seus ganhos.

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03/08/2017

O dízimo é estável e periódico

Ao assumir o compromisso de ser dizimista em sua comunidade, o cristão está expressando a sua decisão de ser dizimista sempre, até quando o puder ser. Se não for assim, a sua partilha seria uma oferta, e não dízimo. Para a comunidade isso é essencial, já que ela deve evangelizar de forma organizada, o que não seria possível se não pudesse prever, pelo menos aproximadamente, a quantia a receber em cada mês. Assim sendo, cabe ao dizimista ser fiel na sua contribuição também quanto à estabilidade dela. Quanto a periodicidade, na medida do possível deve ser mensal, já que vivemos no dia a dia num ritmo mensal, tanto no que diz respeito aos recebimentos quanto aos pagamentos. Nesse caso – o da contribuição mensal – os católicos têm se mostrado fiéis e demonstram que entendem o porquê de sua necessidade.

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27/07/2017

O dízimo é a escolha e decisão

Da mesma forma que ser dizimista é uma opção fundamentada na liberdade, também a quantia a ser oferecida deve ser decisão do próprio dizimista. A Igreja não diz que deve ser tanto, ou a partir de tanto, ou ainda não menos que tanto. Cabe a cada católico tomar essa decisão e decidir com quanto vai contribuir. Assim como ninguém pode invadir a sua casa, também ninguém pode invadir a sua consciência. Nem o bispo, nem o padre, nem a equipe do dízimo pode tomar essa decisão por você. Esta decisão deve partir de seu interior, deve ser uma quantia importante para você e para a comunidade. Quem tem ou recebe mais, é chamado a contribuir com mais, e quem tem menos ou recebe menos, é chamado a contribuir a partir de sua realidade. Os dez por cento bíblicos, dizem os bispos do Brasil, são uma referência ao qual todos são convidados a chegar, desde que decidam fazê-lo por convicção. Quem é maduro na fé não oferece resto ou sobra, e sim algo significativo para si. Você decide ser dizimista e com quanto vai contribuir.

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20/07/2017

O dízimo é contribuição

Ao implantar a Pastoral do Dízimo no Brasil, os bispos decidiram que ele deve ser uma opção, e não uma obrigação. Ao se tornar opção, ele é caracterizado pela escolha de cada católico. A Igreja não quer que ninguém seja obrigado a contribuir, mas que o faça livremente com alegria. Se o dízimo fosse obrigatório, isto é, se fosse uma lei, aí nós diríamos, com razão, que pegamos o dízimo. Não sendo imposto, mas proposto, o dízimo se torna participação. Cada católico é convidado a sustentar a sua comunidade, seja partilhando dons, carismas, inteligência, seja colocando a mão no bolso para colocar algo em comum parte do que ganha, Essa partilha, contudo, não pode ser resultado da coação, mas de uma opção consciente e generosa. Para tanto, a liberdade é essencial. Todos são chamados a participar, ninguém, contudo, deve ser obrigado a fazê-lo!

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13/07/2017

O dízimo e as lideranças

A Pastoral do Dízimo não diz respeito apenas às lideranças da Pastoral do Dízimo. Todos as pastorais, movimentos e grupos eclesiais precisam do dízimo para serem evangelizados e para evangelizar. Daí que a Pastoral do Dízimo interesse e deve ter apoio de toda a comunidade. Quando as lideranças não se interessam pela implementação, pela organização e pelo reavivamento do dízimo, toda a comunidade perde, já que terá menos recursos e condições de anunciar o Evangelho. Cabe aos agentes da Pastoral do Dízimo assumi-la e torna-lo a fonte comum da sustentação da comunidade, porém é de dever de todos participar dele, bem como de sua prática pastoral. Onde a equipe de Pastoral do Dízimo fica isolada pelo desinteresse das pastorais e movimento, o dízimo, além de fraco, perde seu sentido. A Pastoral do Dízimo precisa da participação e de apoio de todas as lideranças, já que todos têm em comum a evangelização.

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06/07/2017

A Pastoral do Dízimo conta com o incentivo do Bispo

O (Arce)Bispo é, sem exceção, uma pessoa ocupada, que tem permanentemente a agenda transbordando. Como pastor de uma Igreja Particular, ele olha e está atento a todas as ovelhas de seu rebanho. Inclusive àquelas que estão a serviço na Pastoral do Dízimo. É injusto pedir a ele que esteja presente em todos os encontros diocesanos ou forâneos realizados pela Pastoral do Dízimo. Contudo, espera-se uma palavra de apoio, uma manifestação de que a Pastoral do Dízimo é essencial para o sustento da evangelização. A Pastoral do Dízimo conta com o incentivo do Bispo, e o agradece pelo pastoreio.

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29/06/2017

Equipe diocesana da Pastoral do Dízimo

A equipe diocesana da Pastoral do Dízimo tem como objetivo orientar e apoiar as equipes paroquiais da Pastoral do Dízimo. Ela não “manda” nas equipes paroquiais, mas está a serviço delas. Cabe à equipe diocesana “abraçar” todas as equipes paroquiais, como uma mãe/pai abraça seus filhos. As equipes paroquiais não existem porque existe a equipe diocesana; pelo contrário, é a equipe diocesana que existe porque existem as equipes paroquiais. Sem a equipe diocesana, as equipes paroquiais correm o risco de perder o rumo e desviar-se das Diretrizes Diocesanas da Ação Pastoral. Quanto mais pastoral de conjunto, mais força, harmonia e evangelização.

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22/06/2017

O avanço das Pastorais do Dízimo

As dioceses do Brasil estão passando por uma verdadeira revolução, ao implantar e organizar a Pastoral do Dízimo a nível diocesano e a nível paroquial. Era comum encontrarmos dioceses sem a Pastoral do Dízimo, estando presente em uma ou outra paróquia apenas. Elas formavam “ilhas” pastorais nos “continentes” diocesanos. Agora as dioceses estão investindo para que nenhuma paróquia fique sem a Pastoral do Dízimo, como também estão constituindo as equipes diocesanas da Pastoral  do Dízimo. É um avanço e tanto!

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15/06/2017

Os Bispos do Brasil e o Dízimo

É muito importante para as paróquias e comunidades a opção clara e sempre renovada do Bispo Diocesano pela Pastoral do Dízimo. Quando o pastor toma a frente, as ovelhas se encorajam e animam. Há bispos que mostram sua adesão e apoio ao dízimo, mas há aqueles que não o mostram de forma suficiente. Precisamos de mais “bispos dizimistas”, que assumam a partilha como meio ordinário de sustentação da ação evangelizadora. Não tenho dúvida de que eles aprovam e apoiam o dízimo, mas precisamos que o digam em alta voz, para que todos os católicos ouçam. O mesmo devemos fazer nós, padres, diáconos, religiosos e leigos.

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08/06/2017

A igreja não existe para enriquecer

Nunca é demais lembrar que a Igreja não existe para enriquecer, para acumular bens materiais. Ela precisa de dinheiro para cumprir com a sua missão de evangelizar. A Igreja não é, nem de perto, uma empresa com fins lucrativos, nem é uma Organização Não Governamental, como disse o Papa Francisco. A Igreja é comunidade de Jesus, é semente do Reino de Deus instalado por Ele. Isso tudo não isenta a Igreja de utilizar bens materiais, mas não a permite que exista por causa deles. Daí que uma comunidade dizimista tem sempre como prioridade o anúncio do Evangelho, consciente de que deve prover os meios para que o mandato de Jesus seja de fato assumido e cumprido. Assim como a graça supõe a natureza, assim a espiritual supõe o material, a evangelização supõe os meios que a façam acontecer. 

Uma comunidade dizimista jamais será uma comunidade dinheirista, pelo simples fato de que não se apegará a ele, nem nele colocará a sua esperança. Ela utilizará o dízimo com inteligência, sabedoria, justiça e misericórdia, sempre consciente de que ele, para se justificar, terá que transformar-se em Evangelho anunciado e testemunhado.

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01/06/2017

A Conversão passa pelo bolso

Vamos hoje enfrentar um tema espinhoso, mas necessário. Ainda são muitos os católicos que afirmam que a Igreja só deve se preocupar com o espiritual e esquecer o restante. São os chamados “católicos de sacristia”, que desejam uma Igreja longe da realidade em que vive e distante do povo. Muitos desses católicos tiveram uma “formação deformada”, ou por problemas pessoais resolveram se tornar adeptos do Concílio de Trento, fazendo de conta que a Igreja não celebrou os Concílios Vaticano I e II. São, infelizmente, pessoas retrógradas, que defendem uma Igreja alienada do mundo, que não pode passar da sacristia. É claro que eles olham torto para o Papa Francisco, que pede uma Igreja em saída, missionária. 

São esses mesmos católicos que preferem pagar taxas a optar pelo dízimo. Ainda não entenderam que todos nós, batizados e batizadas, somos evangelizadores, e não apenas o clero e os religiosos. Ainda não compreenderam que todos somos responsáveis por sustentar e investir na evangelização, que o processo de conversão que vivemos também passa pelo bolso, pela contribuição consciente e generosa. Os católicos-dinossauros precisam ler melhor a Sagrada Escritura, compreender melhor a Tradição Viva da Igreja e ouvir com mais atenção o seu Magistério para ser Igreja hoje, em saída, cumprindo o mandato de Jesus de evangelizar a todos, sem exceção.

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25/05/2017

Dízimo: com quanto devo contribuir?

Vamos hoje refletir sobre um assunto que, por mais que não se fale nele, sempre reaparece. É o com quanto devemos contribuir. A Igreja no Brasil, por meio da CNBB, decidiu, em 1974, que cada batizado/batizada deve contribuir segundo a sua consciência, consciência esta a ser evangelizada para a liberdade e a generosidade. Na Igreja do Brasil não existe uma lei que obrigue a “pagar o dízimo”. Ele é apresentado como uma proposta, a ser dada por cada um de nós. Assim como optamos livremente pelo dízimo, assim devemos livremente contribuir. Talvez as seguintes perguntas ajudem: “O dízimo que partilho é importante e tem significado para mim? É fruto do meu trabalho e da minha renúncia? Ou é só o resto ou a sobra que ofereço?” O dízimo é autêntico e coerente quando custa algo para mim, quando me faz superar o egoísmo e me abre à partilha que evangeliza. Portanto, só você pode dizer com quanto deve contribuir. A Igreja aponta para os 10% como uma referência, um objetivo a ser alcançado. A decisão é toda sua…