Dízimo

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21/09/2017

Dízimo e evangelização integral

O dízimo tem como finalidade toda a evangelização, e não apenas parte dela. Se ele for investido todo na liturgia, por exemplo, como ficarão as demais pastorais? Por isso, é necessário que, ao sustentar e investir na comunidade evangelizadora, o Conselho de Assuntos Ecômicos e o Conselho Pastoral Paroquial, ambos presididos pelo pároco, olhem para todas as necessidades da comunidade a partir das dimensões eclesial, missionária e caritativa. Se não houver consciência de que se deve evangelizar de forma integral, a pastoral paroquial certamente se tornará um “monstro”, já que terá setores muito desenvolvidos, outros um pouco, e outros nem terá. Daí a importância de Assembleia Paroquial, que olhará para toda a paróquia, e a partir desse olhar envolvente, encaminhará a ação evangelizadora. O dízimo é de toda a comunidade, e não apenas desta ou daquela atividade pastoral.

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14/09/2017

A dimensão caritativa do dízimo

A quarta dimensão do dízimo leva os dizimistas, bem com a comunidade dizimista, a fazer o que Jesus fez: olhar com amor e colocar-se a serviço dos pobres. Como é possível que adoremos Jesus na Eucaristia e não o identifiquemos em quem sofre? Essa incoerência sinaliza o quanto vemos Jesus aqui e não ali. A comunidade dizimista, pela assistência e pela promoção, serve o pobre gratuitamente, sem pedir nada em troca, nem mesmo um “obrigado”. É escandaloso que uma comunidade invista somente em construções, e nem sequer perceba o pobre que está à sua porta, como o rico e Lázaro na parábola contada por Jesus. Quem opta pelo dízimo, opta preferencialmente (jamais exclusivamente!) pelos pobres!

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07/09/2017

A dimensão missionária do dízimo

Ao acolher o mandato de Jesus de levar o Evangelho a todas as pessoas, acolhemos também que, sendo cristãos, somos missionários e missionárias. Não temos o direito de ficar fechados em nossas comunidades, contentes apenas com os que já participam. Além de nos alegrarmos com quem já se reúne fraternalmente, devemos sair para ir ao encontro de quem não participa e de quem ainda não conhece Jesus. Somos uma comunidade missionária quando nos desacomodamos e vamos ao encontro das pessoas tanto dentro como fora dos limites de nossa comunidade. O Papa Francisco tem insistido que só podemos nos considerar cristãos de fato se, como Jesus, irmos ao encontro de todos para anunciar, sem imposição, quem é Jesus e no que consiste o Evangelho por Ele anunciado.

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31/08/2017

A dimensão eclesial do dízimo

Sabemos que Deus não precisa de nosso dízimo, mas a Igreja sim. Presente neste mundo, ela não tem como evangelizar sem utilizar dos instrumentos adequados. Como todo batizado/a é Igreja, cabe a nós contribuir para que a missão deixada por Jesus se cumpra. Assim, somos nós, juntos, que fazemos com que a comunidade tenha o suficiente para se sustentar, seja comprando velas, seja reformando salas, seja investindo na formação de lideranças. Cabe aos membros de cada comunidade sustentá-la; no Brasil, nós fazemos essa pelo dízimo e pelas ofertas. É claro que situações extraordinárias podem exigir menos de arrecadação extraordinárias, como é o caso de festas e outras formas de promoções. O dízimo, contudo, deveria ser o suficiente para manter e sustentar o dia a dia da comunidade evangelizadora.

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24/08/2017

A dimensão religiosa do dízimo

O dízimo tem quatro dimensões: a religiosa, a eclesial, a missionária e a caritativa. Pela dimensão religiosa nós entendemos que somos de Deus: Dele saímos e para Ele voltamos. Sendo o dono de tudo, Deus não precisa de nossos bens, já que tudo pertence a Ele. Ao partilhar o dízimo, “dizemos” a Deus que temos consciência de nossa plena e total pertença a Ele, e que por isso o que partilhamos é um sinal dessa nossa pertença. É misto que consiste a espiritualidade do dízimo: ele amadurece e aumenta nossa a nossa comunhão com Deus, já que vivemos conscientes de que a nossa segurança está Nele, e não nos bens que possuímos.

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17/08/2017

O dízimo é gesto de fé

Não há dúvida: a fé dá sabor e sentimento ao dízimo. Se não acredito no que professo, o dízimo se torna apenas uma oferta solidária, e nada mais. O cristão, contudo, vai além: porque à Igreja, ao fazer a sua partilha, a faz exercitando a fé. Para ele, a fé vem antes da quantia partilhada. Ele não é cristão porque é dizimista, mas é dizimista porque é cristão. Assim, a quantia partilhada tem um motivo que a antecede: a fé em Jesus como Aquele que dá com fé, ele se enriquece, já que é partilhado com o objetivo de evangelizar. 

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10/08/2017

O dízimo é partilha

Ao afirmarmos que o dízimo é partilha, estamos dizendo que ao oferecê-lo, contribuímos com parte do que temos. A junção das partes oferecidas pelos membros de uma comunidade faz com que ela tenha condições de sustentar e de investir na evangelização. Essa parte, é bom lembrar, não deve ser uma parte qualquer, e sim generosa. Daí a importância de que, ao partilhar o dízimo, o dizimista questione-se se a parte que está oferecendo é o importante para si e para a sua comunidade. Quanto mais o dizimista for consciente do que é o dízimo, tanto mais ele colocará em comum com a sua comunidade uma parte realmente significativa de seus ganhos.

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03/08/2017

O dízimo é estável e periódico

Ao assumir o compromisso de ser dizimista em sua comunidade, o cristão está expressando a sua decisão de ser dizimista sempre, até quando o puder ser. Se não for assim, a sua partilha seria uma oferta, e não dízimo. Para a comunidade isso é essencial, já que ela deve evangelizar de forma organizada, o que não seria possível se não pudesse prever, pelo menos aproximadamente, a quantia a receber em cada mês. Assim sendo, cabe ao dizimista ser fiel na sua contribuição também quanto à estabilidade dela. Quanto a periodicidade, na medida do possível deve ser mensal, já que vivemos no dia a dia num ritmo mensal, tanto no que diz respeito aos recebimentos quanto aos pagamentos. Nesse caso – o da contribuição mensal – os católicos têm se mostrado fiéis e demonstram que entendem o porquê de sua necessidade.

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27/07/2017

O dízimo é a escolha e decisão

Da mesma forma que ser dizimista é uma opção fundamentada na liberdade, também a quantia a ser oferecida deve ser decisão do próprio dizimista. A Igreja não diz que deve ser tanto, ou a partir de tanto, ou ainda não menos que tanto. Cabe a cada católico tomar essa decisão e decidir com quanto vai contribuir. Assim como ninguém pode invadir a sua casa, também ninguém pode invadir a sua consciência. Nem o bispo, nem o padre, nem a equipe do dízimo pode tomar essa decisão por você. Esta decisão deve partir de seu interior, deve ser uma quantia importante para você e para a comunidade. Quem tem ou recebe mais, é chamado a contribuir com mais, e quem tem menos ou recebe menos, é chamado a contribuir a partir de sua realidade. Os dez por cento bíblicos, dizem os bispos do Brasil, são uma referência ao qual todos são convidados a chegar, desde que decidam fazê-lo por convicção. Quem é maduro na fé não oferece resto ou sobra, e sim algo significativo para si. Você decide ser dizimista e com quanto vai contribuir.

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20/07/2017

O dízimo é contribuição

Ao implantar a Pastoral do Dízimo no Brasil, os bispos decidiram que ele deve ser uma opção, e não uma obrigação. Ao se tornar opção, ele é caracterizado pela escolha de cada católico. A Igreja não quer que ninguém seja obrigado a contribuir, mas que o faça livremente com alegria. Se o dízimo fosse obrigatório, isto é, se fosse uma lei, aí nós diríamos, com razão, que pegamos o dízimo. Não sendo imposto, mas proposto, o dízimo se torna participação. Cada católico é convidado a sustentar a sua comunidade, seja partilhando dons, carismas, inteligência, seja colocando a mão no bolso para colocar algo em comum parte do que ganha, Essa partilha, contudo, não pode ser resultado da coação, mas de uma opção consciente e generosa. Para tanto, a liberdade é essencial. Todos são chamados a participar, ninguém, contudo, deve ser obrigado a fazê-lo!

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13/07/2017

O dízimo e as lideranças

A Pastoral do Dízimo não diz respeito apenas às lideranças da Pastoral do Dízimo. Todos as pastorais, movimentos e grupos eclesiais precisam do dízimo para serem evangelizados e para evangelizar. Daí que a Pastoral do Dízimo interesse e deve ter apoio de toda a comunidade. Quando as lideranças não se interessam pela implementação, pela organização e pelo reavivamento do dízimo, toda a comunidade perde, já que terá menos recursos e condições de anunciar o Evangelho. Cabe aos agentes da Pastoral do Dízimo assumi-la e torna-lo a fonte comum da sustentação da comunidade, porém é de dever de todos participar dele, bem como de sua prática pastoral. Onde a equipe de Pastoral do Dízimo fica isolada pelo desinteresse das pastorais e movimento, o dízimo, além de fraco, perde seu sentido. A Pastoral do Dízimo precisa da participação e de apoio de todas as lideranças, já que todos têm em comum a evangelização.

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06/07/2017

A Pastoral do Dízimo conta com o incentivo do Bispo

O (Arce)Bispo é, sem exceção, uma pessoa ocupada, que tem permanentemente a agenda transbordando. Como pastor de uma Igreja Particular, ele olha e está atento a todas as ovelhas de seu rebanho. Inclusive àquelas que estão a serviço na Pastoral do Dízimo. É injusto pedir a ele que esteja presente em todos os encontros diocesanos ou forâneos realizados pela Pastoral do Dízimo. Contudo, espera-se uma palavra de apoio, uma manifestação de que a Pastoral do Dízimo é essencial para o sustento da evangelização. A Pastoral do Dízimo conta com o incentivo do Bispo, e o agradece pelo pastoreio.

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29/06/2017

Equipe diocesana da Pastoral do Dízimo

A equipe diocesana da Pastoral do Dízimo tem como objetivo orientar e apoiar as equipes paroquiais da Pastoral do Dízimo. Ela não “manda” nas equipes paroquiais, mas está a serviço delas. Cabe à equipe diocesana “abraçar” todas as equipes paroquiais, como uma mãe/pai abraça seus filhos. As equipes paroquiais não existem porque existe a equipe diocesana; pelo contrário, é a equipe diocesana que existe porque existem as equipes paroquiais. Sem a equipe diocesana, as equipes paroquiais correm o risco de perder o rumo e desviar-se das Diretrizes Diocesanas da Ação Pastoral. Quanto mais pastoral de conjunto, mais força, harmonia e evangelização.

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22/06/2017

O avanço das Pastorais do Dízimo

As dioceses do Brasil estão passando por uma verdadeira revolução, ao implantar e organizar a Pastoral do Dízimo a nível diocesano e a nível paroquial. Era comum encontrarmos dioceses sem a Pastoral do Dízimo, estando presente em uma ou outra paróquia apenas. Elas formavam “ilhas” pastorais nos “continentes” diocesanos. Agora as dioceses estão investindo para que nenhuma paróquia fique sem a Pastoral do Dízimo, como também estão constituindo as equipes diocesanas da Pastoral  do Dízimo. É um avanço e tanto!

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15/06/2017

Os Bispos do Brasil e o Dízimo

É muito importante para as paróquias e comunidades a opção clara e sempre renovada do Bispo Diocesano pela Pastoral do Dízimo. Quando o pastor toma a frente, as ovelhas se encorajam e animam. Há bispos que mostram sua adesão e apoio ao dízimo, mas há aqueles que não o mostram de forma suficiente. Precisamos de mais “bispos dizimistas”, que assumam a partilha como meio ordinário de sustentação da ação evangelizadora. Não tenho dúvida de que eles aprovam e apoiam o dízimo, mas precisamos que o digam em alta voz, para que todos os católicos ouçam. O mesmo devemos fazer nós, padres, diáconos, religiosos e leigos.

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08/06/2017

A igreja não existe para enriquecer

Nunca é demais lembrar que a Igreja não existe para enriquecer, para acumular bens materiais. Ela precisa de dinheiro para cumprir com a sua missão de evangelizar. A Igreja não é, nem de perto, uma empresa com fins lucrativos, nem é uma Organização Não Governamental, como disse o Papa Francisco. A Igreja é comunidade de Jesus, é semente do Reino de Deus instalado por Ele. Isso tudo não isenta a Igreja de utilizar bens materiais, mas não a permite que exista por causa deles. Daí que uma comunidade dizimista tem sempre como prioridade o anúncio do Evangelho, consciente de que deve prover os meios para que o mandato de Jesus seja de fato assumido e cumprido. Assim como a graça supõe a natureza, assim a espiritual supõe o material, a evangelização supõe os meios que a façam acontecer. 

Uma comunidade dizimista jamais será uma comunidade dinheirista, pelo simples fato de que não se apegará a ele, nem nele colocará a sua esperança. Ela utilizará o dízimo com inteligência, sabedoria, justiça e misericórdia, sempre consciente de que ele, para se justificar, terá que transformar-se em Evangelho anunciado e testemunhado.

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01/06/2017

A Conversão passa pelo bolso

Vamos hoje enfrentar um tema espinhoso, mas necessário. Ainda são muitos os católicos que afirmam que a Igreja só deve se preocupar com o espiritual e esquecer o restante. São os chamados “católicos de sacristia”, que desejam uma Igreja longe da realidade em que vive e distante do povo. Muitos desses católicos tiveram uma “formação deformada”, ou por problemas pessoais resolveram se tornar adeptos do Concílio de Trento, fazendo de conta que a Igreja não celebrou os Concílios Vaticano I e II. São, infelizmente, pessoas retrógradas, que defendem uma Igreja alienada do mundo, que não pode passar da sacristia. É claro que eles olham torto para o Papa Francisco, que pede uma Igreja em saída, missionária. 

São esses mesmos católicos que preferem pagar taxas a optar pelo dízimo. Ainda não entenderam que todos nós, batizados e batizadas, somos evangelizadores, e não apenas o clero e os religiosos. Ainda não compreenderam que todos somos responsáveis por sustentar e investir na evangelização, que o processo de conversão que vivemos também passa pelo bolso, pela contribuição consciente e generosa. Os católicos-dinossauros precisam ler melhor a Sagrada Escritura, compreender melhor a Tradição Viva da Igreja e ouvir com mais atenção o seu Magistério para ser Igreja hoje, em saída, cumprindo o mandato de Jesus de evangelizar a todos, sem exceção.

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25/05/2017

Dízimo: com quanto devo contribuir?

Vamos hoje refletir sobre um assunto que, por mais que não se fale nele, sempre reaparece. É o com quanto devemos contribuir. A Igreja no Brasil, por meio da CNBB, decidiu, em 1974, que cada batizado/batizada deve contribuir segundo a sua consciência, consciência esta a ser evangelizada para a liberdade e a generosidade. Na Igreja do Brasil não existe uma lei que obrigue a “pagar o dízimo”. Ele é apresentado como uma proposta, a ser dada por cada um de nós. Assim como optamos livremente pelo dízimo, assim devemos livremente contribuir. Talvez as seguintes perguntas ajudem: “O dízimo que partilho é importante e tem significado para mim? É fruto do meu trabalho e da minha renúncia? Ou é só o resto ou a sobra que ofereço?” O dízimo é autêntico e coerente quando custa algo para mim, quando me faz superar o egoísmo e me abre à partilha que evangeliza. Portanto, só você pode dizer com quanto deve contribuir. A Igreja aponta para os 10% como uma referência, um objetivo a ser alcançado. A decisão é toda sua…