Mensagens do Padre Cristovam para os Dizimistas

Os Bispos do Brasil e o Dízimo

Olá, irmãos e irmãs na fé! Que a paz do Senhor esteja presente em seu coração e em sua casa.

É muito importante para as paróquias e comunidades a opção clara e sempre renovada do Bispo Diocesano pela Pastoral do Dízimo. Quando o pastor toma a frente, as ovelhas se encorajam e animam. Há bispos que mostram sua adesão e apoio ao dízimo, mas há aqueles que não o mostram de forma suficiente. Precisamos de mais “bispos dizimistas”, que assumam a partilha como meio ordinário de sustentação da ação evangelizadora. Não tenho dúvida de que eles aprovam e apoiam o dízimo, mas precisamos que o digam em alta voz, para que todos os católicos ouçam. O mesmo devemos fazer nós, padres, diáconos, religiosos e leigos.

Rezemos um pelo outro! Deus a/o abençoe!

Padre Cristovam Iubel

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A igreja não existe para enriquecer

Olá, irmãos e irmãs na fé!

Nunca é demais lembrar que a Igreja não existe para enriquecer, para acumular bens materiais. Ela precisa de dinheiro para cumprir com a sua missão de evangelizar. A Igreja não é, nem de perto, uma empresa com fins lucrativos, nem é uma Organização Não Governamental, como disse o Papa Francisco. A Igreja é comunidade de Jesus, é semente do Reino de Deus instalado por Ele.

Isso tudo não isenta a Igreja de utilizar bens materiais, mas não a permite que exista por causa deles. Daí que uma comunidade dizimista tem sempre como prioridade o anúncio do Evangelho, consciente de que deve prover os meios para que o mandato de Jesus seja de fato assumido e cumprido. Assim como a graça supõe a natureza, assim a espiritual supõe o material, a evangelização supõe os meios que a façam acontecer.

Uma comunidade dizimista jamais será uma comunidade dinheirista, pelo simples fato de que não se apegará a ele, nem nele colocará a sua esperança. Ela utilizará o dízimo com inteligência, sabedoria, justiça e misericórdia, sempre consciente de que ele, para se justificar, terá que transformar-se em Evangelho anunciado e testemunhado.

Deus abençoe a você, à sua família e a todos os seus empreendimentos. Saúde e paz!

Padre Cristovam Iubel

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A Conversão passa pelo bolso

Olá, irmãos e irmãs na fé! Espero e desejo que você esteja bem com você mesmo, com sua família e com a sua comunidade. 

Vamos hoje enfrentar um tema espinhoso, mas necessário. Ainda são muitos os católicos que afirmam que a Igreja só deve se preocupar com o espiritual e esquecer o restante. São os chamados “católicos de sacristia”, que desejam uma Igreja longe da realidade em que vive e distante do povo. Muitos desses católicos tiveram uma “formação deformada”, ou por problemas pessoais resolveram se tornar adeptos do Concílio de Trento, fazendo de conta que a Igreja não celebrou os Concílios Vaticano I e II. São, infelizmente, pessoas retrógradas, que defendem uma Igreja alienada do mundo, que não pode passar da sacristia. É claro que eles olham torto para o Papa Francisco, que pede uma Igreja em saída, missionária.

São esses mesmos católicos que preferem pagar taxas a optar pelo dízimo. Ainda não entenderam que todos nós, batizados e batizadas, somos evangelizadores, e não apenas o clero e os religiosos. Ainda não compreenderam que todos somos responsáveis por sustentar e investir na evangelização, que o processo de conversão que vivemos também passa pelo bolso, pela contribuição consciente e generosa. Os católicos-dinossauros precisam ler melhor a Sagrada Escritura, compreender melhor a Tradição Viva da Igreja e ouvir com mais atenção o seu Magistério para ser Igreja hoje, em saída, cumprindo o mandato de Jesus de evangelizar a todos, sem exceção.

Deus abençoe a você, aos seus familiares, aos seus amigos e amigas. Saúde e paz!

Padre Cristovam Iubel

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Dízimo: com quanto devo contribuir?

Olá, irmãos e irmãs na fé! Espero e desejo que você esteja bem, com saúde e paz.

Vamos hoje refletir sobre um assunto que, por mais que não se fale nele, sempre reaparece. É o com quanto devemos contribuir. A Igreja no Brasil, por meio da CNBB, decidiu, em 1974, que cada batizado/batizada deve contribuir segundo a sua consciência, consciência esta a ser evangelizada para a liberdade e a generosidade. Na Igreja do Brasil não existe uma lei que obrigue a “pagar o dízimo”. Ele é apresentado como uma proposta, a ser dada por cada um de nós. Assim como optamos livremente pelo dízimo, assim devemos livremente contribuir. Talvez as seguintes perguntas ajudem: “O dízimo que partilho é importante e tem significado para mim? É fruto do meu trabalho e da minha renúncia? Ou é só o resto ou a sobra que ofereço?” O dízimo é autêntico e coerente quando custa algo para mim, quando me faz superar o egoísmo e me abre à partilha que evangeliza. Portanto, só você pode dizer com quanto deve contribuir. A Igreja aponta para os 10% como uma referência, um objetivo a ser alcançado. A decisão é toda sua…

Deus abençoe a você, à sua família e à sua comunidade.

Muita paz! Abraço fraterno!

Padre Cristovam Iubel