Mensagens do Padre Cristovam para as/os Catequistas

Os dez mandamentos do catequista – 1

 FAREI UMA EXPERIÊNCIA DE DEUS com meus catequizandos

Sei que a catequese vai muito além do conteúdo e da metodologia. Por mais bem estruturada que esteja a pastoral catequética, se ela não conduzir a Jesus, é como um amontoado de ossos, sem vida (cf. Ez 37,1-14). Por mais bem preparado e conduzido que seja um encontro com os catequizandos, se ele não levar a uma autêntica experiência de Jesus, é como a lâmpada apagada ou o sal que perdeu o sabor (cf. Mt 5,13-16). Não desprezo a organização, a preparação, a razão, mas sei que tudo será em vão se Jesus for apenas um teoria e não uma pessoa que encanta e desafia. Para conduzir os catequizandos a essa experiência de amor, devo também eu fazê-la. Assim, não apenas mostrarei por onde eles devem caminhar, mas caminharei com eles, como Jesus caminhou com os discípulos de Emaús e incendiou os seus corações (cf. Lc 24,13-35).

—————————————————

Os dez mandamentos do catequista – 2

PREPAREI OS ENCONTROS para evangelizar meus catequizandos

Sei que os encontros de catequese devem ser dinâmicos, práticos, leves, gostosos de participar. Isso não significa, contudo, que devam ser improvisados. Quem não se prepara não leva a sério o que faz. A preparação exige tempo, esforço, dedicação. Só quem prepara os encontros tem condições de abrir espaço para a criatividade e para o novo. Onde falta preparação, há desperdício de tempo, de oportunidade e de capacidade. Jesus investiu muito para que seus discípulos se tornassem missionários (cf. Mc 6,7-13; Lc 10,1-12); a/o catequista deve investir muito para que seus catequizandos descubram Jesus e se apaixonem por Ele, optando pela sua proposta de uma vida nova segundo os valores do Evangelho. Ao me preparar para os encontros, demonstrarei respeito para com os meus catequizandos e fidelidade a Jesus, em nome de quem me faço evangelizador/a (cf. Mt 28,16-20).

—————————————————

   Os dez mandamentos do catequista – 3

CELEBRAREI AS ALEGRIAS E AS TRISTEZAS, as minhas e a dos meus catequizandos

Sei que os encontros de catequese devem se “misturar” com a vida; caso contrário, serão aulas teóricas, sem nada de vivencial. Aniversários, doenças, nascimentos, mortes, vitórias e derrotas não podem ficar de fora da catequese. Antes, devem ser partilhados e transformados em oração, solidariedade e aprendizado. Por que não convidar os catequizandos, num momento oportuno do encontro, para que abram os seus corações para os seus colegas de turma? Não se trata de revelar intimidades, mas de colocar os acontecimentos mais importantes em comum. Como catequista, ajudarei os meus catequizandos a descobrir que o nosso Deus está presente em todos os momentos da nossa vida, inclusive nos mais difíceis e dolorosos. Uma catequese que não se importa com a vida da/do catequista, dos catequizandos e da comunidade é uma catequese alienada, sem amor e sem compaixão (cf. Mt 9,35-38); é uma catequese vazia.

—————————————————

Os dez mandamentos do catequista – 4

ACOMPANHAREI, COM INTERESSE E CARINHO, as famílias de meus catequizandos

Sei que a catequese não está restrita às salas de catequese, nem à comunidade, por mais que todos estejam conscientes de sua importância. Ela tem tudo a ver com a família dos catequizandos, que é onde eles recebem — ou não recebem-as primeiras indicações de quem é Deus. Não é possível ser catequista sem catequizar em comunhão com as famílias dos catequizandos, por mais que grande número delas julgue que essa seja uma tarefa exclusiva da Igreja. A catequese vivencial, aquela que “mistura” a doutrina com a vida, é a soma do esforço do catequista, dos pais, da família. É essencial que a/o catequista se interesse pelos familiares dos catequizandos, que os conheça e, se possível, os visite, escute-os, dialogue com eles. Essa sintonia entre família, catequizandos e catequista faz com que a catequese transborde e revele Jesus à comunidade e à sociedade (cf. Mt 16,13-20).

—————————————————

Os dez mandamentos do catequista – 5

SERVIREI COM GENEROSIDADE a todos os meus catequizandos

Sei que ser catequista é estar a serviço por amor a Jesus, à Igreja e aos catequizandos. Servir é fazer-se servo/serva, é colocar-se à disposição gratuitamente, sem pedir nada em troca. É dedicar-se consciente da missão de servir (cf. Lc 17,7-10; Mc 10,41-45), missão esta que exige renúncias. A/o catequista só se realiza em seu ministério quando faz dele uma autêntica forma de servir. Ser catequista não é uma honra, nem um privilégio e menos ainda um atalho para a fama. É uma entrega que nasce do amor pelo outro e da experiência de contínuos encontros com Jesus. É gostar tanto de Deus a ponto de não mais poder guardar essa alegria apenas para si. Quem se faz catequista por que almeja outro objetivo que não seja servir, engana-se e engana os catequizandos. Sou servidor/a como o foi Jesus, como o foi Maria, como o foram tantos outros homens e mulheres de Deus. Quanto mais sirvo, mais descubro a alegria de ser catequista.

—————————————————

Os dez mandamentos do catequista – 6

APROFUNDAREI MEUS CONHECIMENTOS para partilhá-los com meus catequizandos

Sei que a catequese exige que eu busque, sem cessar, conhecer com mais profundidade o que repasso aos meus catequizandos. A acomodação impede o aperfeiçoamento, e a preguiça me faz nadar em águas rasas, impossibilitando os mergulhos profundos. O estudo pessoal, os encontros de formação, os retiros, as escolas catequéticas e as reuniões periódicas não podem, na medida do possível, ficar fora de minha agenda. A/o catequista que acha que não tem mais nada a aprender está sendo desonesto com os seus catequizandos, já que os catequiza oferecendo conteúdos deficientes e parciais. A mente e o coração da/do catequista devem ter sede de conhecimento, de encontrar Jesus e beber da água viva que Ele oferece (cf. Jo 4,1-42). O catequista que não se atualiza e aprofunda empobrece os seus catequizandos.