Mensagens para Catequistas

Acompanhe as mensagens. Publicações toda terça-feira!


19/09/2017

Conhecer o conteúdo

Por mais preparados pedagogicamente que sejam os catequistas, não é possível que prestem um serviço de qualidade se não conhecerem o conteúdo a ser partilhado. Lembremos, contudo, que não se pode querer ou exigir que os catequistas sejam teólogos ou especialistas em Bíblia, por exemplo. Mas é necessário que conheçam o fundamental da doutrina, e a transmitam dentro da metodologia utilizada na diocese. Este conteúdo a ser conhecido de vir dos encontros de formação entre os próprios catequistas, bem como do estudo pessoal. Quando conteúdo e metodologia estão unidos no mesmo catequista, os catequizandos participarão da catequese com grande proveito. A falta de uma das duas levará a catequese a ser parcial, infelizmente.

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 12/09/2017

Preparar bem as reuniões com os pais

As/os catequistas devem estar sempre atentos para o fato de que os catequizandos não têm apenas eles como catequistas, mas que o são junto com os pais. Ao reunir-se com eles, não basta dizer como estão “indo” os catequizandos, e sim celebrar com eles a alegria da fé. O encontro com os pais deve ser celebrativo, reflexivo, fraterno e também de avaliação. Daí a importância de que seja bem preparado para ser bem aproveitado e que não ultrapasse, sob hipótese nenhuma, a duração de uma hora. Os pais, nessa reunião/encontro, devem entender que são catequizandos de seus filhos, mas que também são catequizados por eles. Quanto ao catequista, discípulo missionário, deve catequizar e ser catequizado por ambos!

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 05/09/2017

As famílias dos catequizandos

Pela catequese, os familiares dos catequizandos entram em contato com os/as catequistas, e também por ela os catequistas passam a fazer parte da vida familiar dos catequizandos. Esse intercâmbio é inevitável e faz com que a catequese tenha um grande alcance. São muitos os casos em que, sendo catequizados, os catequizandos catequizam pais e irmãos. Por esse relacionamento estreito entre catequese e família é que as/os catequistas são convidados a visitar, sempre que possível, os familiares dos catequizandos, mantendo com ele uma cooperação catequética. Isso será de grande proveito para todos, e dará à catequese uma dimensão missionária. Quanto mais catequistas e famílias dos catequizandos estiverem em comunhão, melhor!

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 29/08/2017

Mais dificuldades, mais atenção

Como a mãe e o pai que, mesmo amando todos os filhos, têm um carinho especial por aqueles que têm mais dificuldades, assim as/os catequistas são chamados a dar uma atenção especial àqueles catequizandos que apresentam maiores problemas na catequese Se não necessário, converse-se com eles à parte, fale-se com seus pais e até com o padre. O que não se pode é abandonar um catequizando por que ele é difícil. Se ele tem problemas com o conteúdo, com certeza não o terá com o amor dedicado a ele pelo catequista. Não há quem não entenda a linguagem do amor, e ela é essencial na catequese. A/o catequizando entenderá mais do quanto Deus o ama pelo amor que receber, do que pela doutrina que memorizar.

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22/08/2017

Os nomes dos catequizandos

O nome de uma pessoa é uma verdadeira identidade. Não saber o nome de alguém corresponde a não conhecê-la; quando esquecemos um nome, parece-nos que deixamos de saber quem é a pessoa com quem estamos em contato. Chamar uma pessoa pelo nome, pelo contrário, corresponde a conhecê-la, mesmo se não temos intimidade com ela. Daí a importância da/do catequista conhecer os seus catequizandos pelo nome. Não possível que, colocando-se a serviço com e por amor, uma catequista não consiga identificar aqueles e aquelas a quem fala de Jesus e leva a uma experiência de vida com Ele. Ao iniciar a catequese, a/o catequista deveria ter a lista com os nomes de seus catequizandos para memorizá-los. Também ter os nomes e colocá-los, diariamente, um a um na oração, é uma forma de catequizar.

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 08/08/2017

Levar os catequizandos a encontrar Jesus

Se a catequese fosse apenas transmissão de conteúdo, os catequizandos poderiam fazer em casa o que hoje fazem em comunidade. O conteúdo é importante, sem dúvida, mas precisa ser experimentado, isto é, vivenciado. Conhecer Jesus é necessário para quem deseja ser cristão, mas isso não é tudo: é necessário também ter uma experiência Dele, de “conviver” com Ele na fé. As/os catequistas têm justamente esta missão: mostrar Jesus e, como João Batista, conduzir os seus discípulos a Ele, para que façam a experiência de estar com Ele. As/os catequistas necessitam de alimento para a mente e para o coração, isto é, para todo o ser. A soma e o equilíbrio entre o conteúdo e experiência fazem da catequese uma autêntica iniciação à vida cristã.

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 08/08/2017

A catequese e a vida comunitária

Não existe catequista avulso, mas dentro de uma comunidade de fé e vida. Os catequizandos precisam tanto da/da catequista quanto da comunidade. Por isso, o/a catequista é um cristão de comunidade, que participa e se interessa por ela, que se alegra e se entristece com a sua família na fé. O/a catequista tem necessidade da vida comunitária, de rezar, refletir, agir e celebrar com seus irmãos e irmãs em Jesus. Ali ele/ela se alimentam de Deus tanto para o crescimento pessoal como para o serviço que prestam para os catequizandos e seus familiares. Nem se pode imaginar um catequista que não participa de sua comunidade, que nela conviva com seus catequizandos. A presença do catequista para os catequizandos é tão importante nos encontros quanto nas atividades celebrativas e evangelizadoras.

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 01/08/2017

Catequese e a vida de fé

Não se espera que a/o catequista seja perfeito, mas conta-se que ele/ela assuma de fato a vida cristã, participando das atividades comunitárias. O/a catequista, chamado a ecoar Jesus e o seu Evangelho, é um cristão que exercita a sua fé, que progride nela, que passa por momentos de dúvida e incertezas mas que, como Pedro, exclama: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”. Como os demais cristãos, a/o catequista recebe a fé como um dom de Deus e, pela oração e pela reflexão, a aprofunda e desenvolve, amadurecendo-a ao longo da vida. Um catequista que não se exercita na fé é como uma lata vazia: pode até fazer muito barulho, mas é oco, não tem o que oferecer. Ninguém exige que você seja um mestre na fé, e sim que viva sua fé e cresça nela, transformando-a em prática no seu dia a dia, inclusive na catequese.

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25/07/2017

Catequese e vida pessoal

Ao assumir a catequese, o catequista não renuncia à sua vida do dia a dia. Nem pode e nem deve. O que é pedido dele é que assuma pra valer o ministério e seja coerente com a sua fé. Catequista, para ser fiel a Jesus e a Igreja, não precisa ficar fechado em casa. Antes, ao sair, deve viver a vida como as demais pessoas, sempre lembrando que, antes de ser catequista, é cristão, e tem um compromisso com Jesus. Catequista pode e deve ir á festas, participar da política, namorar… Mas tendo presente que o seu comportamento, enquanto cristão/cristã, é o mesmo dos demais membros da comunidade. Não se espera nem se quer catequistas “clericalizados”, que vivem como se fossem seminaristas ou noviças, mas pessoas leigas, com suas lutas e desafios, com suas alegrias e tristezas, com suas vitórias e fracassos. Todo catequista deve ser gente e cristão! Quanto mais no meio povo melhor! É aí que todos os cristãos leigos e leigas são chamados a evangelizar, pela palavra e pela testemunha.

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18/07/2017

O catequista e o compromisso

Ao assumir o ministério catequético, o catequista assume um compromisso com Jesus, com a Igreja, com a sua comunidade, com os catequizandos e seus familiares. É um compromisso que exige dedicação, entrega, renúncia. Por isso os catequistas são tão bem escolhidos: porque são homens e mulheres chamados a serem fiéis a Deus, a Igreja e aqueles que lhes foram confiados para que sejam catequizados. Causa muitos problemas o catequista que assume esse compromisso e não o sustenta. Falta, chega atrasado, sai antes do horário combinado, não prepara os encontros… Já o catequista fiel tem consciência de quem é e da missão que recebeu; se esforça para dar o melhor de si, é capaz de fazer renúncias para cumprir com o compromisso assumido. Não se espera dele perfeição, mas esforço, dedicação, perseverança. E quando falha ou erra, pede perdão e segue em frente, mas não desanima nem desiste. Um catequista comprometido é um dom e uma benção de Deus a Igreja.

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11/07/2017

Catequese é missão

Ser catequista não é uma profissão; é uma missão. É colocar-se a serviço da comunidade, das famílias e dos catequizandos livremente, por opção, por amor a eles e a Jesus. Daí que se espera que os catequistas sejam pessoas alegres; que tenham aquela alegria interior que transborda mesmo na dor ou no sofrimento. Não é uma alegria por conveniência, mas por consciência. O catequista realizado de quem é, e de qual é a sua missão. Assim leva os catequizados a alegria de ser cristão.

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04/07/2017

Ser catequista é ser PAI/MÃE NA FÉ

A catequese começa em casa. Alguns pais têm consciência e condições de serem os primeiros catequistas de seus filhos; outros não. Cabe ao catequista assumir o papel de “pai e mãe na fé”, vendo os seus catequizandos como “filhos e filhas” a quem se assumiu para ecoar Jesus e o Evangelho. Catequistas que têm coração de pai/mãe ensinam com as palavras e também com a prática. Antes de amar a catequese, amam os catequizandos. 

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27/06/2017

Compromisso do CATEQUISTA

O termo “catequese” significa “ecoar”. O catequista é aquela pessoa que “ecoa” Jesus e o Evangelho, isto é, leva aos catequizandos a pessoa, a mensagem e a vivência de Jesus, anunciando também o que aconteceu antes dele e depois dele. Daí o compromisso de todo catequista: anunciar Jesus, e não outro. Anunciar o Evangelho, e não esta ou aquela ideologia. Anunciar o que a Igreja ensina, e não as próprias ideias e convicções. (Ele pode tê-las, é claro, mas não os anunciar como se fossem doutrina da Igreja.) O catequista fiel ecoa Jesus por meio da Igreja, e nada mais.

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20/06/2017

EXPERIÊNCIA DE DEUS com meus catequizandos

Sei que a catequese vai muito além do conteúdo e da metodologia. Por mais bem estruturada que esteja a pastoral catequética, se ela não conduzir a Jesus, é como um amontoado de ossos, sem vida (cf. Ez 37,1-14). Por mais bem preparado e conduzido que seja um encontro com os catequizandos, se ele não levar a uma autêntica experiência de Jesus, é como a lâmpada apagada ou o sal que perdeu o sabor (cf. Mt 5,13-16). Não desprezo a organização, a preparação, a razão, mas sei que tudo será em vão se Jesus for apenas um teoria e não uma pessoa que encanta e desafia. Para conduzir os catequizandos a essa experiência de amor, devo também eu fazê-la. Assim, não apenas mostrarei por onde eles devem caminhar, mas caminharei com eles, como Jesus caminhou com os discípulos de Emaús e incendiou os seus corações (cf. Lc 24,13-35).

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13/06/2017

Encontros para EVANGELIZAR os catequizandos

Sei que os encontros de catequese devem ser dinâmicos, práticos, leves, gostosos de participar. Isso não significa, contudo, que devam ser improvisados. Quem não se prepara não leva a sério o que faz. A preparação exige tempo, esforço, dedicação. Só quem prepara os encontros tem condições de abrir espaço para a criatividade e para o novo. Onde falta preparação, há desperdício de tempo, de oportunidade e de capacidade. Jesus investiu muito para que seus discípulos se tornassem missionários (cf. Mc 6,7-13; Lc 10,1-12); a/o catequista deve investir muito para que seus catequizandos descubram Jesus e se apaixonem por Ele, optando pela sua proposta de uma vida nova segundo os valores do Evangelho. Ao me preparar para os encontros, demonstrarei respeito para com os meus catequizandos e fidelidade a Jesus, em nome de quem me faço evangelizador/a (cf. Mt 28,16-20).

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06/06/2017

Celebrarei as ALEGRIAS e as TRISTEZAS, minhas e dos catequizandos

Sei que os encontros de catequese devem se “misturar” com a vida; caso contrário, serão aulas teóricas, sem nada de vivencial. Aniversários, doenças, nascimentos, mortes, vitórias e derrotas não podem ficar de fora da catequese. Antes, devem ser partilhados e transformados em oração, solidariedade e aprendizado. Por que não convidar os catequizandos, num momento oportuno do encontro, para que abram os seus corações para os seus colegas de turma? Não se trata de revelar intimidades, mas de colocar os acontecimentos mais importantes em comum. Como catequista, ajudarei os meus catequizandos a descobrir que o nosso Deus está presente em todos os momentos da nossa vida, inclusive nos mais difíceis e dolorosos. Uma catequese que não se importa com a vida da/do catequista, dos catequizandos e da comunidade é uma catequese alienada, sem amor e sem compaixão (cf. Mt 9,35-38); é uma catequese vazia.

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30/05/2017

Acompanharei as FAMÍLIAS de meus catequizandos

Sei que a catequese não está restrita às salas de catequese, nem à comunidade, por mais que todos estejam conscientes de sua importância. Ela tem tudo a ver com a família dos catequizandos, que é onde eles recebem — ou não recebem-as primeiras indicações de quem é Deus. Não é possível ser catequista sem catequizar em comunhão com as famílias dos catequizandos, por mais que grande número delas julgue que essa seja uma tarefa exclusiva da Igreja. A catequese vivencial, aquela que “mistura” a doutrina com a vida, é a soma do esforço do catequista, dos pais, da família. É essencial que a/o catequista se interesse pelos familiares dos catequizandos, que os conheça e, se possível, os visite, escute-os, dialogue com eles. Essa sintonia entre família, catequizandos e catequista faz com que a catequese transborde e revele Jesus à comunidade e à sociedade (cf. Mt 16,13-20).

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23/05/2017

Servirei com GENEROSIDADE a todos os meus catequizandos

Sei que ser catequista é estar a serviço por amor a Jesus, à Igreja e aos catequizandos. Servir é fazer-se servo/serva, é colocar-se à disposição gratuitamente, sem pedir nada em troca. É dedicar-se consciente da missão de servir (cf. Lc 17,7-10; Mc 10,41-45), missão esta que exige renúncias. A/o catequista só se realiza em seu ministério quando faz dele uma autêntica forma de servir. Ser catequista não é uma honra, nem um privilégio e menos ainda um atalho para a fama. É uma entrega que nasce do amor pelo outro e da experiência de contínuos encontros com Jesus. É gostar tanto de Deus a ponto de não mais poder guardar essa alegria apenas para si. Quem se faz catequista por que almeja outro objetivo que não seja servir, engana-se e engana os catequizandos. Sou servidor/a como o foi Jesus, como o foi Maria, como o foram tantos outros homens e mulheres de Deus. Quanto mais sirvo, mais descubro a alegria de ser catequista.

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16/05/2017

Aprofundarei meus conhecimentos para PARTILHAR

Sei que a catequese exige que eu busque, sem cessar, conhecer com mais profundidade o que repasso aos meus catequizandos. A acomodação impede o aperfeiçoamento, e a preguiça me faz nadar em águas rasas, impossibilitando os mergulhos profundos. O estudo pessoal, os encontros de formação, os retiros, as escolas catequéticas e as reuniões periódicas não podem, na medida do possível, ficar fora de minha agenda. A/o catequista que acha que não tem mais nada a aprender está sendo desonesto com os seus catequizandos, já que os catequiza oferecendo conteúdos deficientes e parciais. A mente e o coração da/do catequista devem ter sede de conhecimento, de encontrar Jesus e beber da água viva que Ele oferece (cf. Jo 4,1-42). O catequista que não se atualiza e aprofunda empobrece os seus catequizandos.