Mensagens para Catequistas

Acompanhe as mensagens. Publicações toda terça-feira!


24/04/2018

O caminho para a iniciação

Vamos em frente em nosso estudo:
Número 6. Cada vez se utiliza na igreja do Brasil o RICA, isto é, o Ritual da Iniciação Cristã de adultos. Contudo, “pela diversidade pastoral e eclesial de nossos de nosso país” (Doc. 107, n.6), não é possível usá-lo de forma igual (homogenia).
Daí a necessidade que cada diocese o utilize com adaptações. Foi por isso que os Bispos do Brasil publicaram, em 2006, o Diretório Nacional de Catequese, com o objetivo de auxiliar as dioceses a colocar em prática uma catequese com inspiração catecumenal. Daí a importância que cada igreja particular se empenhe no estudo e na aplicação do Diretório, sem o qual a catequese poderia “congelar” no tempo e deixar de alcançar os catequizandos de hoje.
Mais tarde, a CNBB publicou na coleção “estudos”, um esquema fundamental do processo de inspiração catecumenal.
Número 7. Em 2014 a CNBB voltou a refletir sobre a catequese, elaborando e publicando o Itinerário Catequético: Iniciação à Vida Cristã, obra essencial para as dioceses encaminharem uma catequese adaptada aos tempos atuais.
Número 8. Trabalhando com atenção e esforço o documento 107, intitulado Iniciação à Vida Cristã, que estamos estudando, foi publicado em 2017.
Número 9. 10. Concluindo a introdução, os Bispos disseram “ Sabemos que o processo de iniciação à Vida Cristã requer novas disposições pastorais. São necessários perseverança, docilidade à voz do espírito, sensibilidade aos sinais dos tempos, escolhas corajosas e paciência, pois se trata de um novo paradigma” (n.9). Em seguida, pedem a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
Até a próxima semana.
Deus o/a abençoe!
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01/05/2018
Um encontro transformador
Catequistas, vocês são pais e mães na fé! Obrigado pelos serviços prestados e pelo testemunho oferecido a todos nós.
Os Bispos do Brasil, ao falar da Iniciação Cristã, nos convidam a olhar para Jesus e para a Samaritana (n.11). Ela tinha sede de vida; Ele tinha a “água” que sacia esta sede (cf. Jo 4,5-42). Esse é um encontro extraordinário, onde está em jogo o sentido da vida.
Existem, na Sagrada Escritura, outros textos que poderiam servir ao mesmo propósito (cf. Mc1,16-20; Lc 5,1-11; Lc 19,1-10; Lc 24,13-35; Mt 19,16-30). Este último, o do jovem rico, apresenta um “não” ao seguimento de Jesus (n.12).
Os Bispos escolheram o texto que narra o encontro de Jesus com a Samaritana porque ela acolhe o Senhor e faz a sua “iniciação a vida cristã”, diz “sim” ao que lhe propõe aquele até então desconhecido. É um encontro de vida; não é uma história, não é uma doutrina: é vida, é vivencial. Ela faz a experiência de Jesus, e Nele encontra sentido para a sua vida, até então dispensa e sem sabor. E é tão grande a sua alegria que ela não se contém, e corre falar de Jesus ao seu povo. “Convidamos, pois, o leitor, a leitora, a contemplar esse encontro transformador, fundado na verdade, carregado de esperanças e de promessas, atento aos anseios das pessoas, ao respeito por elas e por suas buscas” (n.13).
É o que vamos fazer a partir de agora, em comunhão com os Bispos do Brasil: vamos olhar para Jesus e para a Samaritana, e descobrir porque esse foi um encontro de fato extraordinário.
E desde já podemos nos perguntar: Temos encontros profundos e convertedores como o acontecido entre a Samaritana e Jesus? Jesus é para nós mera teoria, ou Nele encontramos o sentido da vida?
Deus a/o abençoe. Abraço fraterno!

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27/03/2018

Uma catequese atualizada

Número 3. O tempo em que vivemos nos chamou a um “diálogo vivo”. Não é possível dar respostas sem conhecer as perguntas. E mais: o Espírito Santo, a quem devemos estar atentos, há de nos guiar no discernimento: Ele “atua tanto no evangelizador coo no evangelizando”. Assim como a Samaritana encontrou em Jesus a “água viva”, catequistas e catequizandos são chamados a mergulhar Nele, com o auxílio do Espírito, para encontrar o Pai. A catequese pede por renovação que, antes de começar nos manuais, acontece nas pessoas.

Número 4. O coração humano se questiona, procurando respostas para as questões essenciais da vida: De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos? A catequese não pode fugir de ser atual, dando respostas novas (atualizadas) a questões antigas. Não se trata de novas doutrinas, e sim de novas razões da fé para problemas que são propostos sempre de novo.

Número 5. A grande resposta – a resposta das respostas – é para nós o Cristo. Ser cristão é ser seguidor Dele, a quem vamos conhecendo e experimentando pouco a pouco, não porque se esconde de nós, mas porque nós, por nossas limitações e pecados, não conseguimos captá-lo de uma única vez. Daí a necessidade de um projeto catequético, escada que subimos degrau por degrau, aprofundando-nos em seu “mistério amoroso”. O encontro com Ele leva-nos a uma nova vida, vivenciada integralmente, vinte e quatro horas por dia. Esse projeto exige uma caminhada até o ponto de chegada. “E isso é realizado por meio de símbolos, ritos, celebrações, tempos e etapas. O Ritual da Iniciação Cristã de Adultos (RICA) condensa todos estes elementos”.

Concluindo: Somos chamados a fazer a passagem do cristianismo por tradição para o cristianismo por adesão. A catequese, “fatia do bolo chamado evangelização”, é essencial neste projeto de “vida nova”, que por meio da Iniciação Cristã propõe respostas atualizadas para perguntas que inquietam os homens e as mulheres de hoje.

Até a próxima semana! Abraço fraterno!

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16/03/2018

Catequese para um novo tempo

A partir de hoje vamos mergulhar no documento 107 da CNBB, intitulado “Iniciação à vida cristã”. Faremos este mergulho sem pressa, como os mergulhadores que vão ao fundo do mar para aprender e apreciar o que ele tem de belo e novo para oferecer.

Número 1. Ecoando a reflexão e o chamado do Papa Francisco, os Bispos do Brasil recordam da urgência de apresentar e transmitir a fé hoje, especialmente em três âmbitos (espaços): (a) da pastoral no dia a dia, (b) dos que, tendo recebido o batismo, não vivem a fé e, (c) dos que, não conhecem, ou não querem conhecer, Jesus e o Evangelho. O desafio é imenso: como evangelizar hoje, por meio da catequese, cristãos e não cristãos, crianças, jovens e adultos?

Número 2. Por muito tempo, a cultura deu suporte à religião. Os portugueses, ao chegarem no Brasil e aqui se instalarem, trouxeram com eles o catolicismo. Este não foi proposto, mas imposto. Tanto que os reis portugueses entendiam que o motivo principal de “civilizar” era “cristianizar”. Esse entendimento trouxe muitas “tristezas” para a Igreja de Jesus, já que ser cristão não era uma opção, mas um dever. Assim, nos tornamos um país católico, onde o cristianismo foi sendo assumido com poucos questionamentos e por tradição cultural. Por isso ouvimos ainda hoje pessoas que afirmam: “Meus pais e avós sempre foram católicos, por isso eu não mudo de religião e vou morrer na Igreja Católica”. É uma profissão de fé, sem dúvida, porém se perguntarmos a essas pessoas o que é ser católico a maioria delas não saberá o que responder.

Os adolescentes e jovens de hoje, inclusive pela possibilidade e acesso a mais estudos e informações, descobrem que não sabem o porquê de professar a fé que receberam da família. Alguns simplesmente continuam com a fé dos pais, mas sem convicção, apenas para não ofendê-los; outros buscam outras “religiões” por estarem descontentes com a que têm e, outros ainda, vivem sem religião nenhuma.

Daí que, diante desta nova realidade, é necessária uma nova forma de evangelizar, inclusive de catequizar, já que a catequese é um dos meios pelos quais evangelizamos.

O desafio, enorme, é: Como catequizar hoje? Como falar de Jesus e ser ouvido e entendido? Como levar os catequizandos a um verdadeiro encontro com Deus? Por melhor que tenha sido a catequese até agora, ela precisa ser repensada e retomada a partir dos desafios de hoje e não das perguntas de ontem.

Se quiser ser de fato “eco” de Jesus e do Evangelho (catequizar significa ecoar), a catequese não tem outro caminho a não ser aceitar passar por um profundo processo de mudança. E neste contexto que os Bispos do Brasil apresentam a iniciação à vida cristã.

Até a próxima semana. Abraço fraterno!

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13/03/2018

Deixa-se envolver por Cristo

A apresentação do documento 107, como os demais documentos da CNBB, é redigida pelo Secretário-Geral, no caso, Dom Leonardo Ulrich Steiner, que é Bispo Auxiliar de Brasília. Ele oferece dez pontos de reflexão (páginas 11 a 14 do documento).

1. A iniciação à vida cristã é caminhar com Cristo, tendo-o como o Mestre. É nascer, é despertar para Ele e Nele encontrar a vida nova.

2. É um caminho para quem quer olhar, ver, conhecer o Cristo. Ele é o Caminho e o ponto de chegada.

3. É caminhar e anunciar Jesus Cristo. É conviver com Ele para encontrar a alegria, e partilhá-la. “O discípulo, atraído pela beleza do seguimento, torna-se um iniciador de outros na vida cristã” (p.12).

4. Iniciar-se é mergulhar em Cristo, acompanhado e dirigido pelo Espírito Santo, para encontrar o Pai. É uma nova realidade, a da presença e do amor divino em nós.

5. É deixar-se envolver por Deus, abrindo-se a Ele e permitindo que Ele atue em nós. Nesse sentido, a iniciação cristã “desperta para novas relações e ações, transformando a vida no campo pessoal, comunitário e social. Essa verdadeira transformação se expressa através de símbolos, ritos, celebrações, tempos e etapas” (p.12).

6. A palavra de Deus é essencial para a iniciação à vida cristã. Não é possível fazê-la sem ela.

7. O documento “Iniciação à Vida Cristã” expressa “o caminho que a Igreja no Brasil percorre, iluminada pela Palavra de Deus” (p.13), pelo Documento de Aparecida, pela Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, pelos documentos “Comunidade e Comunidades” e “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”, pelos pronunciamentos e orientações do Papa Francisco.

8. Às Igrejas Particulares cabe a tarefa de tornar realidade a Iniciação à Vida Cristã.

9. Agradece a todos e todas que se colocaram a serviço para que o documento sobre a Iniciação à Vida Cristã fosse preparado e colocado à disposição da Igreja no Brasil.

10. Concluindo, Dom Leonardo pede que Maria “desperte nossas comunidades e famílias para a visitação ao que necessitam do serviço da Iniciação à Vida Cristã” (p.14), rogando sobre a Igreja no Brasil a bênção de Nossa Senhora Aparecida.

A partir da próxima terça, iniciaremos o estudo do documento, número por número.

Até a próxima semana. Abraço fraterno!

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06/03/2018

Iniciação à vida cristã

 

Estamos dando os primeiros passos de uma longa caminhada. Espero que façamos juntos toda a jornada, com dedicação e perseverança.

Vamos estudar, a partir de hoje, o documento dos Bispos do Brasil, número 107, intitulado INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ: ITINERÁRIO PARA FORMAR DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS. Há muito tempo que a Igreja no Brasil, ouvindo especialmente os padres e os catequistas e seus pais, vem buscando discernir como tornar a catequese mais vivencial, sem perda de teoria. É fácil perceber que a catequese que temos, com poucas exceções, é “morna”, não é atrativa, não leva a uma opção consciente de Jesus Cristo e nem compromete com o outro. Daí o esforço para renovar a catequese renovando as pessoas. Para tanto não basta trocar o Manual, o estilo, o horário… é necessário mexer na estrutura, para que os tempos atuais tenham uma catequese que responda aos questionamentos atuais. Queremos permanecer firmes na Tradição, mas ficar longe do tradicionalismo. Não é possível que uma catequese que serviu bem às pessoas do século XIX ainda seja suficiente para o século XXI. Não mudamos a doutrina, e sim a forma de apresentá-la.

Tendo em vista tudo isto, os Bispos do Brasil, depois de muita oração, estudo e discernimento, apresentares às comunidades católicas do Brasil uma resposta que, sem dúvida, atualiza a catequese e dá a ele eficiência e eficácia: o documento INICIAÇÃO A VIDA CRISTÃ, tanto para crianças como para jovens e adultos.

Em nossa próxima reflexão iniciaremos o estudo deste documento. Deus abençoe a todos nós!

Até a próxima semana. Abraço fraterno!

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27/02/2018

Os Apócrifos

 

Frequentemente ouvimos falar em livros apócrifos da Bíblia. Que são eles? São livros escritos no tempo em que foram escritos os livros da Bíblia, ou pouco depois, com diferença de que não foram inspirados por Deus e, portanto, estão estão fora do cânon (lista) dos livros bíblicos. A palavra apócrifo vem do grego e significa “oculto” (fora) da lista dos livros inspirados. Em outras palavras: foram escritos por pessoas, e só por pessoas, como o são os livros  de hoje. Não são fruto da inspiração divina.

NOVIDADE: Dentro em breve vamos estudar juntos o documento INICIAÇÃO CRISTÃ, da CNBB, doc. 107. Aguarde!

Até a próxima. Abraço fraterno!

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20/02/2018

A Bíblia em números

A Bíblia tem 1328 capítulos e 40030 versículos. A divisão dos livros em capítulos foi feita pelo inglês Estevão Langton (arcebispo de Cantuária), em 1214. A divisão dos capítulos em versículos foi definitivamente completada em 1551 pelo tipógrafo Roberto Stefano.

A Sagrada Escritura foi dividida em duas grandes partes, chamados de Antigo Testamento (ou Primeira Aliança) e Novo Testamento (ou Nova Aliança). AT e NT são abreviações de Antigo Testamento e Novo Testamento, respectivamente. Na ordem em que os livros estão na maioria de nossas Bíblias, o Antigo Testamento começa com o livro do Gênesis e termina com o livro de Malaquias, e o Novo Testamento vai do Evangelho escrito por Mateus ao livro do Apocalipse, o último da Bíblia.

O Antigo Testamento está assim subdividido: Pentateuco (os 5 primeiros livros da Bíblia, do Gênesis ao Deuteronômio); livros Históricos (16 livros, de Josué a Macabeus); livros Poéticos ou Sapienciais (7 livros, de Jó a Eclesiástico) e livros Proféticos (18 livros, de Isaías a Malaquias). O Novo Testamento apresenta a seguinte subdivisão: livros Históricos (os 4 evangelhos mais o livro de Atos dos Apóstolos); cartas dos Apóstolos (21 cartas, de Romanos a Judas) e 1 livro Profético (o Apocalipse).

 

Até a próxima semana. Que Deus a/o abençoe!

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13/02/2018

Bíblia: Quando, onde e como?

Os estudiosos da Bíblia chegaram à conclusão de que ela foi escrita entre o ano 1250 antes de Cristo e o ano 100 depois de Cristo, aproximadamente. O Antigo Testamento – os livros da Primeira Aliança – foram escritos na Palestina (a terra de Jesus), na Babilônia (onde o povo judeu esteve exilado num determinado momento da sua história) e no Egito (para onde muitos judeus foram durante e depois do cativeiro na babilônia). Os livros do Novo Testamento – Nova Aliança – forma escritos na Palestina, na Síria, na Asia Menor, na Grécia e na Itália, lugares estes onde haviam sido fundadas comunidades cristãs.

A Bíblia foi escrita em hebraico, aramaico e grego, Já foi traduzida para mais de 2 mil idiomas. As cópias mais antigas estão na Biblioteca do Vaticano, no Museu Britânico (Inglaterra) e no Museu de Jerusalém (Israel). Os 73 livros forma escritos em cerâmica (tijolos de argila), papiros (tiras de papel feitas a partir da árvore do papiro, originário do Egito) e pergaminho (couro curtido e preparado de carneiro, chamado de pergaminho por ter sido usado pela primeira vez na cidade de Pérgamo, 200 anos antes de Cristo).

Até a próxima semana. Que Deus a/o abençoe!

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06/02/2018

A Bíblia e a ciência

Entre Bíblia e ciência não a confronto e sim complementação. Quanto mais a ciência desvendar o universo, melhor para a Bíblia, porque assim as duas cooperarão ainda mais para a realização humana, o que não acontece sem Deus. Por isso é importante ler e interpretar a Bíblia junto com a Igreja, para não afirmar que ela diz o que na verdade ela não diz. Quem coloca a Bíblia contra a ciência não conhece de fato nem a bíblia nem a ciência. O recente romance de Dan Brown, “Origem”, bem como os anteriores, alimenta a “guerra” entre ciência e religião, e não deve ser levado a sério. Seus intentos são apenas os de fazer sucesso e ganhar dinheiro, sem nada a acrescentar nem à ciência, nem à religião.

Até a próxima semana. Que Deus a/o abençoe!

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30/01/2018

A Bíblia contém erros?

A Bíblia não tem erros de fé porque Deus a inspirou, garantindo a sua veracidade. Mas tem erros de astronomia, de geografia, de história, entre outros. Isso porque os autores humanos escreveram com os conhecimentos da época em que viveram. De lá para cá muitas descobertas foram feitas, e muitas outras ainda o serão. Esses erros não diminuem, em nada, o valor da Bíblia enquanto Palavra de Deus. O que não se pode é interpretá-la ao pé da letra, isto é, literalmente, para não confundir ciência e fé e, consequentemente, dizer o que a Bíblia não diz, ou ainda omitir o que ela diz.

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23/01/2018

Bíblia: Inspirada por Deus, escrita pelo povo

Foram muitos: homens, mulheres, gente do povo, nobres, pobres, ricos, entre outros. Mas a escreveram inspirados por Deus. Nada foi ditado a eles e elas. Ao escreverem, contavam a história do povo, suas lutas, sonhos, falhas. Ao se deixarem inspirar por Deus, acolhiam a revelação divina e a escreviam. Foram, assim fieis a Deus, redigindo em prosa, verso, parábolas. Nesse sentido – o da inspiração – é que podemos afirmar que foi Deus quem escreveu a Bíblia.

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16/01/2018

Bíblia, o Livro dos Livros

O termo bíblia procede da língua grega, e significa livros. A Bíblia é uma biblioteca de 73 livros, que nós temos em casa reunidos num só livro. São 46 livros no Antigo Testamento e 27 livros no Novo Testamento.

A Bíblia é a palavra de Deus, também conhecida como Sagrada Escritura. Ela é única. Nós, católicos, não temos outro livro ou livros a que podemos dar essa designação. Por mais belos e interessantes que sejam os outros livros, eles jamais serão o que é a Bíblia para nós, a palavra de Deus.

Para nós ela é o livro dos livros. Todos os documentos e livros cristãos a têm como fundamento e como referência das suas determinações e reflexões.

Na próxima semana refletiremos quem escreveu e como foi escrita a Bíblia.

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09/01/2018

O catequista e a Bíblia

É com alegria que recomeçamos o caminho, sem desistir. Ser catequista exige dedicação, renúncias e perseverança. Para partilhar com você a caminhada catequética, o/a convido para refletirmos juntos, por algum tempo, sobre a Sagrada Escritura. Já ouvimos, diversas vezes, que “a Bíblia é o livro de catequese por excelência”, ou seja, é a fonte primeira da catequese, acompanhada da Tradição viva e do ensino do Magistério da Igreja. Proponho que estudemos a Bíblia, semanalmente, para mergulharmos dentro dela e lá encontrarmos Aquele que o seu centro: Jesus. Assim, além de aprendermos, vamos também ser convidados, a partir dela, a vivermos a vida nova em Cristo. Feliz e abençoado 2018!

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24/12/2017

Um Natal com muita paz!

Estamos, como os pastores e os magos, aos pés da manjedoura, contemplando o menino Jesus. Nele está a nossa Salvação! Rogo a Deus que Ele nasça também em seu coração, e o plenifique com as graças do céu. Assim como você se colocou a serviço de seus catequizandos, das famílias e da comunidade, assim também Jesus se coloca ao seu serviço, porque a/o ama com o maior amor do mundo. Acolha Jesus, acolha a paz! SANTO E FELIZ NATAL!

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19/12/2017

Como Maria

Maria é um modelo de serviço, generosidade e fé para todos nós. Mas você, catequista, tem uma semelhança toda especial com ela. Assim como dela nasceu Jesus, assim você “da à luz” Jesus para os seus catequizandos. Assim como ela se dedicou a Jesus, você se dedica àqueles e àquelas que a você são confiados. Nas horas alegres, mas também nas tristes e difíceis, olhe para Maria; espelhe-se nela. E, como ela, coloque toda a sua confiança em Deus e vá em frente!

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11/12/2017

A missa

Sempre que vi, nas paróquias em exerci o ministério presbiteral, catequistas que nos domingos não participavam da Missa, ficava perplexo. E ainda fico. Será que elas ainda não entenderam o que é a Missa? Ou será que a fé que têm está escondida no fundo do coração? Pelo sim, pelo não, imagino que, mesmo sendo evangelizadoras pela catequese, não têm consciência do que estão perdendo e do que estão deixando de ganhar. Sinto pelos catequistas, e sinto pelos catequizandos que não têm o testemunho do seus catequistas. Aqui não há espaço para uma catequese sobre a Missa. Mas aceite, catequista, uma sugestão: se falta vontade de participar da Missa, que ao menos você encontre força para descobrir o seu valor. Pergunte a quem participa por que participa; veja e recolha experiências e testemunhos. O que não pode faltar, de jeito nenhum, é interesse…

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05/12/2017

O discernimento vocacional

Todo catequista deveria ser um agente vocacional. A catequese, pelos encontros contínuos, favorece essa prática. Levar os catequizandos a refletir sobre o futuro inclui questioná-los sobre a vocação ao matrimônio, à vida consagrada, ao sacerdócio. Isso não significa impor a eles esta ou aquela vocação, e sim criar um ambiente favorável para que a vocação específica que receberam de Deus aflore e seja assumida. Cabe ao catequista, enquanto orientados na fé, auxiliar os seus catequizandos a escutar o Senhor, a discernir e a, mais tarde, fazer uma escolha livre e consciente. Catequistas que valorizam a vocação de seus catequizandos fazem o que poucas vezes fazem os pais, em casa!

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28/11/2017

Autoridade, não autoritarismo

O/a catequista, ao coordenar um grupo de catequizandos, seguidamente tem a necessidade de colocar ordem no ambiente, impedindo que a desordem impossibilite a catequese. É necessário que a/o catequista se faça respeitar, mas a que custo? Os catequizandos percebem quando a/o catequista tem autoridade e a leva a sério. Contudo, autoridade é diferente de autoritarismo. Não é sendo carrasco/a que se chegará ao coração e à mente dos catequizandos. Ao assumir o serviço de catequese, é necessário que a/o catequista tenham consciência e assumam pra valer a missão que é confiada a eles. Ao fazerem isso, eles/elas revestem-se da autoridade que vem do envio e do ministério. Essa autoridade é necessária e ajuda muito no ato de catequizar. É verdade que está cada vez mais difícil administrar grupos – os professores que o digam! -, mas também é verdade que não são poucos os catequistas que não sabem a autoridade que têm.

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21/11/2017

Catequese não é grupo de oração

Não sei se você já viveu essa experiência; eu sim, e várias vezes, infelizmente. Catequistas que trocam encontros de catequese por encontros de oração. Isto é, que transformam o encontro em catequético em oração, deixando de lado o ensino da doutrina e a partilha de vida. É claro que a catequese supõe a oração, e em todo encontro deve-se rezar. Mas o essencial da catequese é o conhecimento de Jesus Cristo e daquilo que diz respeito a Ele e a nós. Os catequizandos, e também o catequista, tem outros momentos propícios à oração. Dois motivos podem levar os catequistas a cometer esse equívoco: a falta de preparação e a convicção de que rezar é mais importante do que refletir. São atitudes que descaracterizam a catequese e não permitem que ela alcance o seu objetivo específico: a evangelização. A catequese precisa de catequistas, não de rezadeiras!

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14/11/2017

O contato com os outros catequistas

É fácil o catequista se isolar, preocupando-se apenas com a sua turma. Em meio às tantas atividades do dia a dia, pode sobrar pouco tempo para os catequistas que, como você, colocam parte de seu tempo a serviço dos catequizandos. Contudo, quando se quer, se encontra tempo. Além dos contatos eventuais, seria interessante agendar alguns encontros de confraternização; não de estudo ou programação, mas para conviver, para conhecer-se melhor, para trocar idéias, para oferecer e receber partilhar. Dizia o “bispo catequista”, Dom Albano Cavallin (já falecido), que o melhor evangelizador de um padre é outro padre, de um jovem é outro jovem, de um catequista é outro catequista. Que tal se você pudesse aos seus amigos catequistas se reunirem para confraternizar? Com certeza, todos irão gostar.

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07/11/2017

Retiros e confraternizações

À coordenação catequética paroquial cabe organizar retiros e confraternizações. Por mais caprichados que sejam os encontros catequéticos, eles darão ainda mais frutos se forem somados a encontros de que participam grupos de catequizandos e seus catequistas e familiares. Algumas recomendações:

1. Não se faça nada sem o conhecimento e o consentimento – e se possível também com a participação – do pároco. Ele é o responsável pela paróquia, que lhe foi confiada pelo Bispo;

2. Nenhum evento que fuja à normalidade dos encontros catequéticos pode ser realizado sem o conhecimento e o consentimento dos pais e dos catequizandos. E mais: é necessário que eles participem da organização e realização do evento, já que são os primeiros catequistas de seus filhos;

3. Envolver a comunidade – pastorais, movimentos, conselhos – a ajuda a ser toda ela catequética, não deixando todo o peso da responsabilidade apenas aos catequistas;

4. Todo evento, seja ele retiro ou confraternização, precisa de uma “espiritualidade”, ou seja, deve ter como pano de fundo a fé que todos nós professamos. Há sempre o risco, infelizmente, de que um evento catequético se transforme num evento pegão;

5. Preparar o melhor possível, com cuidado e dedicação, tudo o que diz respeito ao evento. Agir consciente de que o Cristo é a razão última e máxima pela qual se fará o que está sendo preparado.

Catequistas, usem a criatividade que vocês receberam de Deus para programar e realizar retiros e confraternizações de fato evangelizadoras.

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31/10/2017

Bíblia e catequese

A Bíblia é o primeiro e mais importante manual de catequese. Somada à Tradição viva e ao Magistério eclesial, ela dá origem aos manuais que utilizamos nos encontros catequéticos. Utilize a Bíblia, leia e reflita com os catequizandos trechos dela, faça-os manuseá-la e ensine-os como encontrar livros, capítulos e versículos. É essencial que os catequizandos tenham contato físico com o livro da Bíblia para fazer a experiência de entrar em contato com ela, de descobrir que ela é acessível. Isso não significa que se deva fazer dos encontros catequéticos aulas de exegese. A intenção é aproximar os catequizandos da Sagrada Escritura, e vice-versa. A catequese autêntica será sempre uma catequese bíblica.

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24/10/2017

A memorização

Por muito tempo a catequese consistiu em memorizar respostas e orações. Repetia-se sem saber o que se dizia, como faz o papagaio. Esse excesso de memorização, contudo, não a condena desde que utilizada na dose certa. Memorizar as orações básicas, as informações essenciais e um ou outro item da doutrina faz bem, pois dá sustentação à ação catequética. Pode-se usar, inclusive e com parcimônia, textos na forma de perguntas e respostas. O essencial da catequese, contudo, é interatividade, é diálogo, é o descobrir juntos. Quanto mais catequista e catequizandos fazem a experiência de Deus e descobrem o que Ele revelou juntos, melhor. A interatividade leva à vida, ao interesse, ao abrir-se às surpresas de Deus. A memorização na catequese deve ser usada na dose certa, como o sal no tempero dos alimentos.

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 17/10/2017

Em unidade e comunhão

A diocese é confiada ao bispo. O bispo, por sua vez, tem nos párocos e nos diáconos seus colaboradores; eles são a presença do bispo na paróquia (com suas comunidades). Entre diáconos, presbítero e bispo deve haver unidade e comunhão, já que é um só o Cristo. O mesmo se dá com as lideranças das comunidades: unidas e em comunhão com os ministros ordenados que as servem, estão também em unidade e comunhão com o bispo. É essencial que as/os catequistas participem dessa corrente de unidade, sentindo-se e fazendo-se povo de Deus, corpo de Cristo. Na Igreja não existem – ao menos não podem existir – catequistas avulsos, sem compromisso com os ministros ordenados, sendo que o contrário também é verdadeiro. A/o catequista tem todo o direito de pensar diferente, ou até discordar, do diácono, padre ou bispo, mas tem o dever de fazer-se um com a Igreja. Daí a essencialidade da caridade: evangelizar em unidade e comunhão, mesmo quando há diversidade no restante.

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 10/10/2017

Aprimorar-se, sempre!

Ao partilhar os ensinamentos da Sagrada Escritura, da Tradição viva do Magistério da Igreja, o/a catequista não está ensinando as próprias ideias ou convicções, e sim Jesus Cristo e seu Evangelho. Tanto quanto falar de Jesus sobre os catequistas. É a oração de quem serve a Jesus e às crianças, e porque crê, leva a Jesus os seus catequizandos com suas alegrias e dificuldades. Uma sugestão: que tal ter dentro da Bíblia os nomes de todos os seus catequizandos? E inclui-los todo dia em suas orações? Quando necessário, reze mais por este ou aquele catequizando já que precisa mais de suas orações porque passa por mais sofrimentos. Na catequese, inclusive para os/as catequistas, conteúdo e oração levem andar juntos.

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03/10/2017

Ouvir é catequizar

Uma forma eficiente de catequizar é ouvir os catequizandos, dar atenção a eles para atendê-los, acolher suas partilhas e seus desabafos. Ouvir é tão importante quanto falar; ser ouvinte é tão importante quanto anunciar. Permita que seus catequizandos descubram em você alguém disposto a receber o que, talvez, eles não tenham como dizer em casa. E tenha o maior cuidado possível com o que ouve; não comente com ninguém, a não ser a pedido do próprio catequizando. Quanto mais você aprender a ouvir, tanto mais os catequizandos descobrirão em você o amor que você tem por eles.

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26/09/2017

Aprimorar-se, sempre!

Água para se estraga; conhecimento estagnado se desgasta e fica ultrapassado. Não há como não atualizar-se. Ou aprofundar o que já se conhece. A falta de empenho em renovar-se é sinal de falta de interesse pelo assunto. O contrário também é verdadeiro: quando falta o interesse, também “falta” a renovação. A/o catequista é convidado a buscar este aprimoramento, sem esperar que tudo chegue pronto à sua mão. Isso significa atualizar-se somente sobre a catequese? Não. É buscar acompanhar a vida da Igreja, lendo os novos documentos, assistindo a videos, (re)lendo a Sagrada Escritura e comentários sobre ele, entre outros. A/o catequista precisa ser uma pessoa que quer saber mais, que deseja saber o que há de novo, que aprofunda o que sabe porque crescer na fé e no serviço que presta.

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19/09/2017

Conhecer o conteúdo

Por mais preparados pedagogicamente que sejam os catequistas, não é possível que prestem um serviço de qualidade se não conhecerem o conteúdo a ser partilhado. Lembremos, contudo, que não se pode querer ou exigir que os catequistas sejam teólogos ou especialistas em Bíblia, por exemplo. Mas é necessário que conheçam o fundamental da doutrina, e a transmitam dentro da metodologia utilizada na diocese. Este conteúdo a ser conhecido de vir dos encontros de formação entre os próprios catequistas, bem como do estudo pessoal. Quando conteúdo e metodologia estão unidos no mesmo catequista, os catequizandos participarão da catequese com grande proveito. A falta de uma das duas levará a catequese a ser parcial, infelizmente.

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 12/09/2017

Preparar bem as reuniões com os pais

As/os catequistas devem estar sempre atentos para o fato de que os catequizandos não têm apenas eles como catequistas, mas que o são junto com os pais. Ao reunir-se com eles, não basta dizer como estão “indo” os catequizandos, e sim celebrar com eles a alegria da fé. O encontro com os pais deve ser celebrativo, reflexivo, fraterno e também de avaliação. Daí a importância de que seja bem preparado para ser bem aproveitado e que não ultrapasse, sob hipótese nenhuma, a duração de uma hora. Os pais, nessa reunião/encontro, devem entender que são catequizandos de seus filhos, mas que também são catequizados por eles. Quanto ao catequista, discípulo missionário, deve catequizar e ser catequizado por ambos!

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 05/09/2017

As famílias dos catequizandos

Pela catequese, os familiares dos catequizandos entram em contato com os/as catequistas, e também por ela os catequistas passam a fazer parte da vida familiar dos catequizandos. Esse intercâmbio é inevitável e faz com que a catequese tenha um grande alcance. São muitos os casos em que, sendo catequizados, os catequizandos catequizam pais e irmãos. Por esse relacionamento estreito entre catequese e família é que as/os catequistas são convidados a visitar, sempre que possível, os familiares dos catequizandos, mantendo com ele uma cooperação catequética. Isso será de grande proveito para todos, e dará à catequese uma dimensão missionária. Quanto mais catequistas e famílias dos catequizandos estiverem em comunhão, melhor!

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 29/08/2017

Mais dificuldades, mais atenção

Como a mãe e o pai que, mesmo amando todos os filhos, têm um carinho especial por aqueles que têm mais dificuldades, assim as/os catequistas são chamados a dar uma atenção especial àqueles catequizandos que apresentam maiores problemas na catequese Se não necessário, converse-se com eles à parte, fale-se com seus pais e até com o padre. O que não se pode é abandonar um catequizando por que ele é difícil. Se ele tem problemas com o conteúdo, com certeza não o terá com o amor dedicado a ele pelo catequista. Não há quem não entenda a linguagem do amor, e ela é essencial na catequese. A/o catequizando entenderá mais do quanto Deus o ama pelo amor que receber, do que pela doutrina que memorizar.

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22/08/2017

Os nomes dos catequizandos

O nome de uma pessoa é uma verdadeira identidade. Não saber o nome de alguém corresponde a não conhecê-la; quando esquecemos um nome, parece-nos que deixamos de saber quem é a pessoa com quem estamos em contato. Chamar uma pessoa pelo nome, pelo contrário, corresponde a conhecê-la, mesmo se não temos intimidade com ela. Daí a importância da/do catequista conhecer os seus catequizandos pelo nome. Não possível que, colocando-se a serviço com e por amor, uma catequista não consiga identificar aqueles e aquelas a quem fala de Jesus e leva a uma experiência de vida com Ele. Ao iniciar a catequese, a/o catequista deveria ter a lista com os nomes de seus catequizandos para memorizá-los. Também ter os nomes e colocá-los, diariamente, um a um na oração, é uma forma de catequizar.

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 08/08/2017

Levar os catequizandos a encontrar Jesus

Se a catequese fosse apenas transmissão de conteúdo, os catequizandos poderiam fazer em casa o que hoje fazem em comunidade. O conteúdo é importante, sem dúvida, mas precisa ser experimentado, isto é, vivenciado. Conhecer Jesus é necessário para quem deseja ser cristão, mas isso não é tudo: é necessário também ter uma experiência Dele, de “conviver” com Ele na fé. As/os catequistas têm justamente esta missão: mostrar Jesus e, como João Batista, conduzir os seus discípulos a Ele, para que façam a experiência de estar com Ele. As/os catequistas necessitam de alimento para a mente e para o coração, isto é, para todo o ser. A soma e o equilíbrio entre o conteúdo e experiência fazem da catequese uma autêntica iniciação à vida cristã.

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 08/08/2017

A catequese e a vida comunitária

Não existe catequista avulso, mas dentro de uma comunidade de fé e vida. Os catequizandos precisam tanto da/da catequista quanto da comunidade. Por isso, o/a catequista é um cristão de comunidade, que participa e se interessa por ela, que se alegra e se entristece com a sua família na fé. O/a catequista tem necessidade da vida comunitária, de rezar, refletir, agir e celebrar com seus irmãos e irmãs em Jesus. Ali ele/ela se alimentam de Deus tanto para o crescimento pessoal como para o serviço que prestam para os catequizandos e seus familiares. Nem se pode imaginar um catequista que não participa de sua comunidade, que nela conviva com seus catequizandos. A presença do catequista para os catequizandos é tão importante nos encontros quanto nas atividades celebrativas e evangelizadoras.

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 01/08/2017

Catequese e a vida de fé

Não se espera que a/o catequista seja perfeito, mas conta-se que ele/ela assuma de fato a vida cristã, participando das atividades comunitárias. O/a catequista, chamado a ecoar Jesus e o seu Evangelho, é um cristão que exercita a sua fé, que progride nela, que passa por momentos de dúvida e incertezas mas que, como Pedro, exclama: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”. Como os demais cristãos, a/o catequista recebe a fé como um dom de Deus e, pela oração e pela reflexão, a aprofunda e desenvolve, amadurecendo-a ao longo da vida. Um catequista que não se exercita na fé é como uma lata vazia: pode até fazer muito barulho, mas é oco, não tem o que oferecer. Ninguém exige que você seja um mestre na fé, e sim que viva sua fé e cresça nela, transformando-a em prática no seu dia a dia, inclusive na catequese.

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25/07/2017

Catequese e vida pessoal

Ao assumir a catequese, o catequista não renuncia à sua vida do dia a dia. Nem pode e nem deve. O que é pedido dele é que assuma pra valer o ministério e seja coerente com a sua fé. Catequista, para ser fiel a Jesus e a Igreja, não precisa ficar fechado em casa. Antes, ao sair, deve viver a vida como as demais pessoas, sempre lembrando que, antes de ser catequista, é cristão, e tem um compromisso com Jesus. Catequista pode e deve ir á festas, participar da política, namorar… Mas tendo presente que o seu comportamento, enquanto cristão/cristã, é o mesmo dos demais membros da comunidade. Não se espera nem se quer catequistas “clericalizados”, que vivem como se fossem seminaristas ou noviças, mas pessoas leigas, com suas lutas e desafios, com suas alegrias e tristezas, com suas vitórias e fracassos. Todo catequista deve ser gente e cristão! Quanto mais no meio povo melhor! É aí que todos os cristãos leigos e leigas são chamados a evangelizar, pela palavra e pela testemunha.

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18/07/2017

O catequista e o compromisso

Ao assumir o ministério catequético, o catequista assume um compromisso com Jesus, com a Igreja, com a sua comunidade, com os catequizandos e seus familiares. É um compromisso que exige dedicação, entrega, renúncia. Por isso os catequistas são tão bem escolhidos: porque são homens e mulheres chamados a serem fiéis a Deus, a Igreja e aqueles que lhes foram confiados para que sejam catequizados. Causa muitos problemas o catequista que assume esse compromisso e não o sustenta. Falta, chega atrasado, sai antes do horário combinado, não prepara os encontros… Já o catequista fiel tem consciência de quem é e da missão que recebeu; se esforça para dar o melhor de si, é capaz de fazer renúncias para cumprir com o compromisso assumido. Não se espera dele perfeição, mas esforço, dedicação, perseverança. E quando falha ou erra, pede perdão e segue em frente, mas não desanima nem desiste. Um catequista comprometido é um dom e uma benção de Deus a Igreja.

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11/07/2017

Catequese é missão

Ser catequista não é uma profissão; é uma missão. É colocar-se a serviço da comunidade, das famílias e dos catequizandos livremente, por opção, por amor a eles e a Jesus. Daí que se espera que os catequistas sejam pessoas alegres; que tenham aquela alegria interior que transborda mesmo na dor ou no sofrimento. Não é uma alegria por conveniência, mas por consciência. O catequista realizado de quem é, e de qual é a sua missão. Assim leva os catequizados a alegria de ser cristão.

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04/07/2017

Ser catequista é ser PAI/MÃE NA FÉ

A catequese começa em casa. Alguns pais têm consciência e condições de serem os primeiros catequistas de seus filhos; outros não. Cabe ao catequista assumir o papel de “pai e mãe na fé”, vendo os seus catequizandos como “filhos e filhas” a quem se assumiu para ecoar Jesus e o Evangelho. Catequistas que têm coração de pai/mãe ensinam com as palavras e também com a prática. Antes de amar a catequese, amam os catequizandos. 

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27/06/2017

Compromisso do CATEQUISTA

O termo “catequese” significa “ecoar”. O catequista é aquela pessoa que “ecoa” Jesus e o Evangelho, isto é, leva aos catequizandos a pessoa, a mensagem e a vivência de Jesus, anunciando também o que aconteceu antes dele e depois dele. Daí o compromisso de todo catequista: anunciar Jesus, e não outro. Anunciar o Evangelho, e não esta ou aquela ideologia. Anunciar o que a Igreja ensina, e não as próprias ideias e convicções. (Ele pode tê-las, é claro, mas não os anunciar como se fossem doutrina da Igreja.) O catequista fiel ecoa Jesus por meio da Igreja, e nada mais.

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20/06/2017

EXPERIÊNCIA DE DEUS com meus catequizandos

Sei que a catequese vai muito além do conteúdo e da metodologia. Por mais bem estruturada que esteja a pastoral catequética, se ela não conduzir a Jesus, é como um amontoado de ossos, sem vida (cf. Ez 37,1-14). Por mais bem preparado e conduzido que seja um encontro com os catequizandos, se ele não levar a uma autêntica experiência de Jesus, é como a lâmpada apagada ou o sal que perdeu o sabor (cf. Mt 5,13-16). Não desprezo a organização, a preparação, a razão, mas sei que tudo será em vão se Jesus for apenas um teoria e não uma pessoa que encanta e desafia. Para conduzir os catequizandos a essa experiência de amor, devo também eu fazê-la. Assim, não apenas mostrarei por onde eles devem caminhar, mas caminharei com eles, como Jesus caminhou com os discípulos de Emaús e incendiou os seus corações (cf. Lc 24,13-35).

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13/06/2017

Encontros para EVANGELIZAR os catequizandos

Sei que os encontros de catequese devem ser dinâmicos, práticos, leves, gostosos de participar. Isso não significa, contudo, que devam ser improvisados. Quem não se prepara não leva a sério o que faz. A preparação exige tempo, esforço, dedicação. Só quem prepara os encontros tem condições de abrir espaço para a criatividade e para o novo. Onde falta preparação, há desperdício de tempo, de oportunidade e de capacidade. Jesus investiu muito para que seus discípulos se tornassem missionários (cf. Mc 6,7-13; Lc 10,1-12); a/o catequista deve investir muito para que seus catequizandos descubram Jesus e se apaixonem por Ele, optando pela sua proposta de uma vida nova segundo os valores do Evangelho. Ao me preparar para os encontros, demonstrarei respeito para com os meus catequizandos e fidelidade a Jesus, em nome de quem me faço evangelizador/a (cf. Mt 28,16-20).

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06/06/2017

Celebrarei as ALEGRIAS e as TRISTEZAS, minhas e dos catequizandos

Sei que os encontros de catequese devem se “misturar” com a vida; caso contrário, serão aulas teóricas, sem nada de vivencial. Aniversários, doenças, nascimentos, mortes, vitórias e derrotas não podem ficar de fora da catequese. Antes, devem ser partilhados e transformados em oração, solidariedade e aprendizado. Por que não convidar os catequizandos, num momento oportuno do encontro, para que abram os seus corações para os seus colegas de turma? Não se trata de revelar intimidades, mas de colocar os acontecimentos mais importantes em comum. Como catequista, ajudarei os meus catequizandos a descobrir que o nosso Deus está presente em todos os momentos da nossa vida, inclusive nos mais difíceis e dolorosos. Uma catequese que não se importa com a vida da/do catequista, dos catequizandos e da comunidade é uma catequese alienada, sem amor e sem compaixão (cf. Mt 9,35-38); é uma catequese vazia.

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30/05/2017

Acompanharei as FAMÍLIAS de meus catequizandos

Sei que a catequese não está restrita às salas de catequese, nem à comunidade, por mais que todos estejam conscientes de sua importância. Ela tem tudo a ver com a família dos catequizandos, que é onde eles recebem — ou não recebem-as primeiras indicações de quem é Deus. Não é possível ser catequista sem catequizar em comunhão com as famílias dos catequizandos, por mais que grande número delas julgue que essa seja uma tarefa exclusiva da Igreja. A catequese vivencial, aquela que “mistura” a doutrina com a vida, é a soma do esforço do catequista, dos pais, da família. É essencial que a/o catequista se interesse pelos familiares dos catequizandos, que os conheça e, se possível, os visite, escute-os, dialogue com eles. Essa sintonia entre família, catequizandos e catequista faz com que a catequese transborde e revele Jesus à comunidade e à sociedade (cf. Mt 16,13-20).

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23/05/2017

Servirei com GENEROSIDADE a todos os meus catequizandos

Sei que ser catequista é estar a serviço por amor a Jesus, à Igreja e aos catequizandos. Servir é fazer-se servo/serva, é colocar-se à disposição gratuitamente, sem pedir nada em troca. É dedicar-se consciente da missão de servir (cf. Lc 17,7-10; Mc 10,41-45), missão esta que exige renúncias. A/o catequista só se realiza em seu ministério quando faz dele uma autêntica forma de servir. Ser catequista não é uma honra, nem um privilégio e menos ainda um atalho para a fama. É uma entrega que nasce do amor pelo outro e da experiência de contínuos encontros com Jesus. É gostar tanto de Deus a ponto de não mais poder guardar essa alegria apenas para si. Quem se faz catequista por que almeja outro objetivo que não seja servir, engana-se e engana os catequizandos. Sou servidor/a como o foi Jesus, como o foi Maria, como o foram tantos outros homens e mulheres de Deus. Quanto mais sirvo, mais descubro a alegria de ser catequista.

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16/05/2017

Aprofundarei meus conhecimentos para PARTILHAR

Sei que a catequese exige que eu busque, sem cessar, conhecer com mais profundidade o que repasso aos meus catequizandos. A acomodação impede o aperfeiçoamento, e a preguiça me faz nadar em águas rasas, impossibilitando os mergulhos profundos. O estudo pessoal, os encontros de formação, os retiros, as escolas catequéticas e as reuniões periódicas não podem, na medida do possível, ficar fora de minha agenda. A/o catequista que acha que não tem mais nada a aprender está sendo desonesto com os seus catequizandos, já que os catequiza oferecendo conteúdos deficientes e parciais. A mente e o coração da/do catequista devem ter sede de conhecimento, de encontrar Jesus e beber da água viva que Ele oferece (cf. Jo 4,1-42). O catequista que não se atualiza e aprofunda empobrece os seus catequizandos.